Empresária da Barra da Tijuca é alvo de busca e apreensão em operação da PF
Alvo faz parte de grupo suspeito de fraudes em licitações no Inca e demais unidades federais do Rio
Polícia Federal em São Paulo deflagrou a Operação Airâvata para investigar o comércio ilegal de marfim de elefantes - Arquivo/Polícia Federal
Polícia Federal em São Paulo deflagrou a Operação Airâvata para investigar o comércio ilegal de marfim de elefantesArquivo/Polícia Federal
Por Lucas Cardoso
Rio - A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira, busca e apreensão no endereço da empresária Terezinha Farag, dona da Technicare, na Barra da Tijuca. A empresária é uma das investigadas na Operação Ossobuco contra suposto esquema de fraudes em hospitais federais do Rio, entre eles o Instituto Nacional do Câncer (Inca).
Expedido pela juíza Caroline Vieira Figueiredo, da 7ª vara federal criminal, o mandado tinha por objetivo encontrar documentos, arquivos, discos rígidos de computador e notebook e celulares, que possam conter provas dos crimes de fraude em licitação, lavagem de dinheiro e peculato. Além do endereço de Terezinha, na Barra da Tijuca, os agentes da PF foram a outros seis locais, onde também foram realizadas buscas.
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Inca é uma das unidades alvo do suposto esquema de fraudesEstefan Radovicz / Agência O Dia
Outras duas empresas, supostamente usadas como "laranja" nos esquemas fraudulentos tem relação direta com Terezinha, já que duas filhas da empresária fazem parte do quadro societário.
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De acordo com a operação, os empresários são suspeitos de superfaturar contratos de fornecimento de materiais utilizados em procedimentos cirúrgicos, neurocirúrgicos e ortopédicos no Hospital Federal do Servidor e no Inca. O valor movimentado pela empresa nas licitações supera os R$ 100 milhões.
Em nota, o Inca que, até o momento, não recebeu da Polícia Federal notificação sobre procedimentos licitatórios.
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