Menino Henry sofreu hemorragia interna e laceração do fígado
Menino Henry sofreu hemorragia interna e laceração do fígadoReprodução
Por Beatriz Perez
Rio - O menino Henry Borel, morto com apenas 4 anos, relatava ao pai, o engenheiro Leniel Borel de Almeida, que não gostava do padrasto. As informações são do advogado de Leniel. No último domingo que o pai o devolveu à casa da mãe, no dia 7, o menino vomitou ao chegar na residência. " Ele vomitava quando ficava nervoso", diz o advogado.
O pai, segundo a defesa, deve prestar depoimento à polícia na semana que vem.
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A mãe do menino, Monique Medeiros da Costa Almeida, e o namorado, o vereador do Rio Dr. Jairinho (Solidariedade), passaram cerca de 12 horas prestando depoimento na 16ª DP (Barra da Tijuca) na quarta-feira (17).
A polícia investiga a morte de Henry, levado pela mãe e pelo padrasto a um hospital particular na madrugada do dia 8 de março. Os dois disseram que o menino apresentava dificuldades para respirar.
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O laudo de exame de necropsia, no entanto, aponta que Henry sofreu diversas lesões, como hematomas, equimoses, edemas e contusões, segundo o jornal 'RJTV 2' da 'TV Globo'.
Os pais se separaram há cinco meses. Passados três, Mônica começou o namoro com o vereador Jairinho. O menino passava os finais de semana com o pai, que trabalha em Macaé. No último fim de semana, o menino ficou avesso a retornar para a casa da mãe, segundo relatou o advogado do pai ao Dia. 
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O advogado de Lienel diz que o pai não quer incriminar ninguém pela morte do filho, mas quer saber a verdade. "Queremos saber o que aconteceu. Henry foi entregue às 20h em perfeito estado e às 4h o pai foi informado que a criança estava com suspeita de insuficiência respiratória", afirma o advogado.
O laudo de necropsia, aponta que, na verdade, o menino sofreu lesões no crânio, ferimentos internos e hematomas nos membros superiores.
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Imagens de câmeras de segurança dos locais em que Henry e Lienel estiveram no domingo estão sendo colhidas para ajudarem a identificar se o menino aparentava bom estado de saúde.
Os dois estiveram em um parque de diversão no Shopping Nova América, na Zona Norte do Rio.
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Segundo a defesa do pai, Henry não relatava incômodo com a mãe mas se queixava do padrasto, apesar de não haver indícios de que tenha sofrido agressões anteriores.
"Ele dizia que não gostava (de Dr. Jairinho). Não relatava agressões ou abusos. Dizia que ele (o padrasto) o apertava de uma maneira que não gostava", explica a defesa.
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Henry morreu às 5h42 e seu corpo foi removido para o Instituto Médico-Legal (IML) no Centro.
Procurado, Dr. Jairinho disse que só se manifestará por meio do advogado, que ainda não retornou à reportagem.