Henry Borel
Henry BorelReprodução internet
Por YURI EIRAS / ANDERSON JUSTINO
Rio - A Polícia Civil vai investigar por falso testemunho a babá de Henry Borel, Thayna de Oliveira Ferreira. Segundo o delegado Henrique Damasceno, da 16ª DP (Barra da Tijuca), responsável pelo inquérito da morte da criança, a moça mudou o depoimento após a descoberta de mensagens trocadas entre ela e Monique Medeiros, namorada do vereador Dr. Jairinho e mãe de Henry. O casal está preso pelo crime e responde por homicídio duplamente qualificado e tortura. Monique responde também por omissão.
Em sua primeira declaração, segundo a polícia, Thayná omitiu informações, dizendo que Jairinho e Monique viviam em harmonia e que não tinha presenciado qualquer tipo de anormalidade dentro da casa do casal. No segundo depoimento, ele admitiu que foi coagida a mentir. 
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O inquérito que investiga a morte de Henry Borel foi concluído pela Polícia Civil nesta segunda-feira. Agora, Jairinho e Monique terão que prestar depoimento em juízo. O Ministério Público já pediu para que a Justiça do Rio converta a prisão temporária do casal em preventiva. 
Para o delegado Henrique Damasceno, o material extraído do celular de Thayná de Oliveira foi de extrema importância para que a polícia conseguisse avançar nas investigações. 
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Em conversas com o noivo, ela relatou pelo menos dois episódios que escancaram uma possível tortura. Em um deles, Thayná tem a impressão de que Jairinho tampou a boca de Henry enquanto ficou sozinho com ele no quarto, no dia 12 de fevereiro. Em outro, o menino chegou a rasgar a roupa da babá para não ficar sozinho com o padrasto.

"O padrasto se trancou com o menino no quarto. O menino saiu, não se queixou de dores e só veio a se queixar quando mais tarde, inclusive, não quis brincar com outras crianças na brinquedoteca. Nesse primeiro episódio encontramos conversas entre ela (a babá) e o noivo. Ela dizia que parecia, de dentro do quarto, que o padrasto estava tampando a boca do menino, que dizia 'eu prometo'. Foram episódios bastantes sérios", relatou Damasceno.

No outro episódio, "Ela chegou a comentar com o noivo que o menino chegou a rasgar a blusa dela, desesperado para não ir para o quarto com o padrasto. Depois, este deu uma importância de R$ 100 para ela" ressaltou o delegado. 
Henry Borel morreu na madrugada do dia 8 de março. Ele foi levado para o Hospital Barra D'Or, na Barra da Tijuca, mas segundo os médicos que atenderam o casal já estava sem vida. 
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O laudo da conclusão da morte da criança apresentou várias lesões. Henry morreu por conta de uma hemorragia após o rompimento do fígado.