O dentista foi denunciado por matar a ex-namorada grávida Nathalie Rios Motta Salles, em junho de 2017, em Vassouras.Rerodução

Rio - O dentista Thiago Medeiros, de 38 anos, foi condenado pelo Conselho de Sentença do 3º Tribunal do Júri da capital na madrugada desta sexta-feira a 38 anos de prisão pelos crimes de feminicídio durante a gestação, homicídio duplamente qualificado, aborto sem o consentimento da gestante e destruição de cadáveres por duas vezes, mãe e bebê. Thiago foi denunciado por matar a ex-namorada grávida Nathalie Rios Motta Salles, em junho de 2017, no município de Vassouras, no Sul Fluminense. 
A sessão, que durou mais de 11h, teve início nesta quinta-feira e foi presidida pela juíza Raphaela de Almeida Silva, que proferiu a sentença somente na madrugada desta sexta-feira. Ao todo, sete testemunhas foram ouvidas, entre elas: a irmã da vítima, a titular da Delegacia de Descoberta de Paradeiros, um policial civil que foi até Vassouras investigar o caso e a melhor amiga de Nathalie.
De acordo com as acusações, Thiago, que está preso desde de 2017, estava noivo de outra mulher e não aceitava a gestação da ex-namorada. O corpo de Nathalie foi encontrado carbonizado em um local próximo à casa onde a família do dentista mora, na cidade de Vassouras. Segundo as investigações, a arcada dentária da vítima foi arrancada para dificultar a identificação do corpo. Na época do crime, Nathalie trabalhava como farmacêutica e tinha 37 anos. 
Segundo a sentença, 'o réu agiu de maneira cruel e covarde, ceifando a vida da vítima e impedindo-a de realizar o seu grande sonho da maternidade. Pela prova dos autos, constatou-se que a vítima estava feliz com a gravidez, embora não planejada e que foi impedida de forma precoce em dar prosseguimento ao seu plano'.
Além disso, o Conselho de Sentença também reconheceu ainda a prática do crime por motivo torpe e dissimulação. Segundo as provas, o acusado não queria assumir o filho que a vítima esperava e por isso o dentista marcou um encontro com Nathalie sobre o pretexto de conversarem, para enfim cometer o assassinato.