Rio registrou aumento de casos de covid-19 desde a primeira semana de 2022 Divulgação/Secretaria Municipal de Saúde
Redução de testes positivos e queda de internações sugerem desaceleração da Ômicron, diz Soranz
Indicadores de novos casos, diagnósticos, internações e óbitos apresentam queda na cidade. Apesar dos números, secretário pede 'cautela'
Rio - O número de casos de covid-19 alavancado pela variante Ômicron pode ter chegado ao seu limite. Segundo Painel COVID-19, da Prefeitura do Rio, a taxa de positividade dos testes realizados na cidade vem caindo nas últimas duas semanas, sendo a marca dos últimos sete dias de 37%. O número de internados também caiu de 911, no dia 23, para 722, nesta sexta-feira. Segundo o secretário municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz, os números indicam que há uma desaceleração da variante Ômicron na cidade.
"Temos uma redução de 26% na procura por atendimento nas unidades de saúde com síndrome gripal em relação a semana anterior", pontuou Soranz, que disse ainda ver o comportamento da variante no Brasil se assemelhar ao registrado em outros países: "O comportamento da curva de casos é parecido com os demais países que têm alta cobertura vacinal", explicou o médico.
No começo de janeiro, a taxa de positividade dos testes chegou a 46% na segunda semana. Outro indicador que apresentou uma queda acentuada entre a segunda e a quarta semana foi o de casos de Síndrome Gripal Aguda Grave (SRAG). No momento mais crítico, foram registrados mais de 300 mil casos na cidade. Já na medição atual dos últimos sete dias, foram 64.758.
A média móvel de casos de covid-19 também teve redução de 16 mil, registrada nos dias 14 e 15, para 3.425, anotado nesta sexta-feira. Apesar da melhora nos indicadores, Soranz diz que "é preciso ter cautela".
Vacinação de crianças
A queda nos índices de casos de covid-19 acompanha o avanço da campanha de imunização de crianças de 5 a 11 anos. Até o momento 96 mil crianças foram imunizadas com a primeira dose da vacina contra covid-19. Nesta sexta-feira, foi a vez das crianças de 8 anos ou mais. Na Casa Firjan, em Botafogo, na Zona Sul, a procura era grande no fim da manhã, mas com poucas filas.
Uma das crianças que esteve na fila foi a pequena Antônia Martinez, de 8 anos, filha do empresário Leonardo Martinez. Segundo ele, a família estava ansiosa pelo momento da imunização da filha. "A gente está muito trancado. Respeitamos demais a pandemia. Pagamos um preço. Foi bem difícil. Mas nesse momento a vacinação dela é um ato de cidadania", explicou.
Neste sábado, a campanha de vacinação de crianças segue com a faixa etária de 8 anos. Já na segunda, será a vez das meninas de 7 anos, seguida pelos meninos também de 7, na terça-feira e por uma repescagem na quarta-feira. A imunização segue de quinta-feira a sábado, com as crianças de seis anos, sendo meninas, na quinta, meninos, na sexta, e repescagem, no sábado.
Na semana seguinte, segunda (7), terça e quarta, será a vez da faixa etária dos cinco anos, com meninas, meninos e repescagem, respectivamente.














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