Mural 'Samba', de Di Cavalcanti, no Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes, no Centro do RioPaulo César Cavassani/Divulgação

Após a restauração, os murais do pintor Di Cavalcanti no Teatro João Caetano serão devolvidos ao público a partir de dezembro. "Vamos devolver ao Rio de Janeiro uma obra que nunca foi muito apreciada. O Theatro Municipal foi muito apreciado. O 'Guerra e Paz', em Nova York, é muito apreciado", cita Edson, referindo-se aos painéis de Portinari na sede da ONU.
Ícone do movimento modernista na década de 1920, Di Cavalcanti pintou os murais 'Samba' e 'Carnaval' entre 1929 e 1930. Cada pintura tem 5,5m de altura por 4,5m de largura sobre argamassa. "Naquela época, em 1929, queriam fazer alguma coisa que fosse parisiense e não brasileira. E o Di Cavalcanti subverte isso e faz algo brasileiro. Se juntar a forma e a beleza das cores com essa brasilidade popular, você tem a essência do Di Cavalcanti", destaca o professor.
O restauro é uma realização do governo do estado do Rio de Janeiro, através da Funarj e com recursos próprios da fundação sem recorrer a leis de incentivo ou editais.