Oficina tem o intuito de apresentar questões referentes à identidade, conhecimento histórico e estéticaDivulgação / Renan Otto
Apae Rio prepara oficina de tranças e turbante e de Jongo para terça-feira, na Tijuca
Atividades fazem parte das comemorações do Dia da Consciência Negra promovidas pela instituição
Rio – Ainda nas comemorações do Dia da Consciência Negra, festejado no domingo (20), a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) do Rio de Janeiro prepara para esta terça-feira (22) uma oficina de tranças e turbantes, que acontecerá em dois turnos, às 9h e às 14h, e uma oficina Jongo, também em dois turnos, nos mesmos horários. As atividades acontecerão na sede da Apae Rio, localizada na Rua Bom Pastor, que fica na Tijuca, Zona Norte.
A oficina de tranças e turbantes terá intuito inicial de apresentar questões referentes à identidade, conhecimento histórico e estética. Porém, a instituição não descarta a possibilidade das interessadas procurarem mais informações no momento para poder começar a empreender na área. A atividade será ministrada pela assistente social Janaína Candeias e artista e produtora cultural Sabrina Sant'ana, a Sapretah.
Janaína trabalha na Apae Rio e já atuou como oficineira no projeto "Força Feminina", que aconteceu em Salvador, Bahia, na função de auxiliar de produção, e como educadora Social na Apae Salvador. Já Sapretah tem experiência extensa em trabalhos culturais e artísticos. Destacam-se sua atuação na Zona Norte, como diretora de coreografia na Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense, e o título de Princesa do Bloco Ilê Aiyê, instituição pioneira de resistência e cultura afro na Bahia.
Nos mesmos horários, acontecem as oficinas de Jongo, uma dança de roda, na qual os participantes se movimentam em sentido anti-horário, seguindo o ritmo dos tambores. O jongo é do mesmo tronco do batuque, que provavelmente deu origem ao samba e ao pagode, ritmos importantes na construção da cultura negra no país. Além disso, o canto, junto com os instrumentos e a dança, tem também grande importância. Suas letras podem variar a cada dança ou em cada região.
Essas são só algumas atividades da semana programada pela Apae Rio para festejar o Dia Consciência Negra, que vê na promoção do tema a oportunidade para ampliar as informações sobre Cultura Negra nos dias atuais. Entre os temas abordados, além das oficinas, estão "Inclusão e diversidade na perspectiva da cultura popular", "Racionalizando as opressões: mito da democracia racial, racismo estrutural e cotidiano", "A importância da racialização da pessoa com deficiência", entre outras. A agenda se estenderá até a sexta-feira (25).






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