Suspeitos foram levados para a 9ª DP (Catete), responsável pela investigaçãoReprodução

Rio - Dois homens, suspeitos de integrarem uma organização criminosa especializada em fraudar sistemas bancários, foram presos nesta terça-feira (21) ao lado de uma agência no Catete, na Zona Sul do Rio. Paulo Sérgio Oliveira Nascimento Júnior e Luciano Alves foram encontrados dentro de uma lanchonete enquanto tentavam acessar a rede de internet da agência com um laptop furtado do próprio banco, segundo a Polícia Civil. A estimativa é que a organização já causou um prejuízo de R$ 3 milhões.
De acordo com as investigações, os suspeitos escolheram o estabelecimento pela proximidade com a agência, conseguindo assim captar a conexão de internet do local e acessar remotamente o sistema com o objetivo de roubar o dinheiro das contas bancárias de correntistas da agência. Todo esse trabalho aconteceu enquanto os homens simulavam fazer um lanche no local.
Segundo a Polícia Civil, o laptop utilizado pelos presos havia sido furtado de uma agência bancária em São Gonçalo no mês passado e foi utilizado para permitir o acesso na rede de computadores do banco. Após logados, os criminosos iniciavam diversas transações, como se fossem verdadeiros gerentes.

"Eles acessavam o sistema bancário através de uma VPN, que possibilita o acesso remoto, sem necessidade de estar dentro da agência. Além do laptop os criminosos utilizavam outros aparatos tecnológicos (3 roteadores, modem 4G e 2 repetidores de sinais) para burlar a segurança do sistema e permitir a devassa financeira", explicou a instituição.
As investigações apontam que a dupla de fraudadores integra uma grande organização criminosa especializada neste tipo de crime. Em um primeiro momento, eles subtraem os computadores das agências bancárias e, de posse deles, acessam remotamente o sistema para fazer as transações fraudulentas, causando prejuízo milionário.

"Esta dupla já vinha sendo monitorada por policiais civis e há informações de que eles agem, em pelo menos, mais dois estados do Brasil, tal como São Paulo e Santa Catarina. Já identificamos outros computadores roubados da instituição bancária para o cometimento destes crimes, com estes mesmos modus operandi", ressaltou o delegado Felipe Santoro, titular da 9ª DP (Catete), responsável pela prisão dos suspeitos.
Santoro ainda completou que existe uma divisão de tarefas dentro da organização com um grupo específico para furto e roubo dos equipamentos tecnológicos e outro que faz o acesso remotamente. Um terceiro conjunto cede as contas para receberem os valores conseguidos. As investigações seguem em andamento para apurar se há ou não a participação de funcionários de bancos lesados com o esquema. Segundo a Civil, a organização já causou um prejuízo de mais de R$ 3 milhões aos cofres bancários.
A Civil ressaltou que Paulo Sérgio possui outras cinco anotações criminais e Luciano veio de São Paulo para o Rio com o objetivo de cometer o crime.