Objetivo da proposta é levar o sistema VLT para outros pontos da cidade do RioDivulgação
Câmara do Rio aprova em primeira discussão troca do sistema BRT por VLT
Proposta, de autoria da Prefeitura, tem investimento estimado em R$ 12 bilhões
Rio – A Câmara Municipal do Rio aprovou, em primeira discussão, nesta quinta-feira (16), o Projeto de Lei 56/2025, de autoria da Prefeitura, que autoriza a substituição dos corredores do BRT por Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e Veículo Leve sobre Pneus (VLP). Dos 40 vereadores presentes, 37 se posicionaram a favor da proposta, e três, contra. A segunda e definitiva votação acontece na terça (21).
O PL permite que o Poder Executivo firme parcerias público-privadas (PPP) para a implantação, operação e manutenção do novo modelo de transporte coletivo nos corredores Transcarioca e Transoeste. O investimento pode chegar a R$ 12 bilhões.
Além destes corredores, o sistema também poderá ser estendido, ainda de acordo com a proposta, ao bairro de São Cristóvão, na Zona Norte. A ideia é aproveitar a infraestrutura já existente na região central, contemplando pontos estratégicos, como o Centro de Tradições Nordestinas, o BioParque, a Quinta da Boa Vista, o Hospital Quinta D’Or e as estações de trem e metrô.
Na época em que o prefeito Eduardo Paes (PSD) enviou o projeto à Câmara, O DIA ouviu especialistas, que analisaram impactos técnicos, financeiros e operacionais da iniciativa. Aurélio Lamare Soares Murta, professor de Logística da Universidade Federal Fluminense (UFF), viu a substituição como um ponto positivo: "A mudança de modal reflete a baixa eficiência do sistema BRT, e a implementação do VLT tem o potencial de oferecer um transporte mais adequado e confortável, aumentando a capacidade de passageiros".
Ele, no entanto, observou que a opção pelo VLT deveria ter sido a prioridade quando o BRT começou a ser planejado: "Talvez essa transformação devesse ter sido considerada desde a concepção do sistema BRT ou, no mínimo, durante a sua reformulação nos últimos anos".
O vereador Paulo Messina (PL), um dos que votou a favor da substituição nesta quinta, lembrou que foi contra a escolha pelo BRT em 2010, quando teve início a implementação do sistema. Entretanto, ele ressaltou, que, mesmo passados 15 anos, a escolha pelo VLT ainda é válida.
“Agora, já com as pistas prontas, é só adaptar para trilho. Vai ter um custo, mas, a longo prazo vai ser bom para o passageiro, que terá um sistema de transporte mais eficiente, e para os cofres públicos, que vão economizar na manutenção, e para o meio ambiente”, disse.

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