Rio - Viaturas da Polícia Civil fizeram uma carreata, nesta segunda-feira (12), em homenagem ao comissário Paulo Vitor Silva Heitor, de 40 anos. O agente foi morto a tiros em uma tentativa de assalto, nas primeiras horas da madrugada de domingo (11), no Maracanã, Zona Norte. Os veículos da corporação seguiram em direção ao Cemitério da Penitência, no Caju, Zona Portuária, onde houve o sepultamento na tarde desta segunda (12).
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Os veículos da corporação deixaram a Cidade da Polícia, no Jacaré, Zona Norte, e o comboio seguiu para o cemitério. Confira abaixo. O corpo de Paulo Vitor começou a ser velado no local às 13h, onde familiares, amigos e colegas se despediram.
Em uma nota de pesar, o secretário de Estado de Polícia Civil, Felipe Curi, lembrou de ter atuado em operações ao lado da vítima e a descreveu como "exemplo" para toda a corporação. O agente era lotado na Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA).
Polícia Civil faz carreata antes de sepultamento de comissário morto no Maracanã
O delegado também garantiu que a morte do agente, que era conhecido como "PV", terá uma "resposta à altura". Duas câmeras de segurança registraram o momento em que criminosos em uma motocicleta tentaram assaltar Paulo Vitor, às 2h59, na Rua Visconde de Itamarati. Nas imagens, a vítima aparece caminhando ao lado da mulher, após deixar um bar e, logo depois, dois bandidos, um deles vestindo um colete de mototáxi, se aproximam e abordam o casal. O criminoso que estava na garupa desce da moto mas, ao perceber que o policial leva a mão à cintura, atira e eles fogem.
O comissário acabou atingido por dois tiros e o Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado para o local, mas a vítima não resistiu aos ferimentos.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o caso e já ouviu testemunhas. A especializada analisa imagens de câmeras de segurança da região e as diligências estão em andamento para identificar e capturar os criminosos.
Nesta segunda-feira (12), um homem compareceu na sede da especializada, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste, junto com seu advogado, após circularem informações de seu envolvimento com o crime. No entanto, a corporação destacou que não houve confirmação da relação dele com o caso.
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