Myrella chegou no hospital com febre, dor na barriga e enjoo. Ao DIA, Tayssa de Araújo Ramos, de 22 anos, mãe da vítima, disse que a filha foi atendida por um médico, que apenas receitou uma medicação e depois a liberou.
Ainda segundo a mãe, quando a criança chegou em casa, ela rejeitou o remédio e começou a sentir uma forte dor de cabeça. Tayssa retornou com a filha para o Cardoso Fontes, a menina foi entubada e sofreu parada cardiorrespiratória, morrendo na madrugada de segunda-feira (16).
A principal alegação de Tayssa é de que houve erro no atendimento à sua filha. Segundo ela, os médicos não examinaram a criança da maneira correta para diagnosticar a doença.
"O médico perguntou o que ela tinha. Eu falei e ele me perguntou se ela tinha alergia a algum remédio. Eu não sabia. Ele fez uma receita e mandou entregar na sala de medicação, para dar um medicamento a ela e colocá-la no soro. Não escutou o coração dela, não a examinou, só perguntou o que ela tinha e passou os remédios", contou.
Na terça-feira (17), a família recebeu a notícia de que a autópsia do Instituto Médico Legal (IML) identificou que Myrella morreu devido a meningite. Nesta quarta-feira (18), a SMS informou que uma análise feita pelo Laboratório Central Noel Nutels (Lacen-RJ) também constatou o fato. De acordo com a pasta, essa doença é agressiva, tem alto risco de óbito e às vezes não apresenta sinais característicos para o rápido diagnóstico.
"A Secretaria está orientando a família e os contactantes dentro dos protocolos epidemiológicos preconizados para situações dessa natureza", disse em nota.
"Cuidados indicados"
Sobre a acusação de Tayssa, a SMS afirmou que Myrella foi atendida por dois pediatras, com quadro inicial de síndrome diarreica, sem sinal de gravidade. A pasta destacou que a paciente recebeu todos os cuidados indicados para os sintomas que apresentava.
"A direção do Hospital Cardoso Fontes se solidariza com a família neste momento de dor. A direção está à disposição dos responsáveis para outros esclarecimentos", ressaltou.
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