Médica Andréa Marins Dias foi morta durante uma abordagem policial, em CascaduraReginaldo Pimenta/Agência O Dia
Para o MPRJ, a prioridade, neste momento, é obter o maior número possível de imagens e depoimentos que permitam reconstruir a cronologia dos fatos e esclarecer as circunstâncias da morte. Os próximos passos incluem a análise do material recolhido e a produção e análise de provas técnicas.
Nesta quinta-feira (19), dois promotores de Justiça estiveram na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) para compreender as linhas investigativas adotadas e acompanhar o caso de perto.
O Ministério Público também apura as circunstâncias relacionadas ao uso das câmeras corporais pelos agentes envolvidos, incluindo horários de funcionamento e procedimentos de carregamento dos equipamentos.
O GAESP/MPRJ já expediu ofício à Polícia Militar solicitando a preservação das imagens das câmeras operacionais portáteis (COPs) dos agentes que estavam em atuação, bem como à Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas), requisitando registros do local.
Além disso, a 1ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria da Justiça Militar acompanha o inquérito policial militar instaurado na Corregedoria da PM e apura o caso por Procedimento Investigatório Criminal (PIC) próprio.
A PM, no entanto, informou que as câmeras usadas pelos agentes envolvidos no caso estavam descarregadas no momento da abordagem. Em nota, a corporação comunicou que a informação foi obtida através de análises preliminares dos setores técnicos e que todos os fatos seguem em apuração.
"Vale ressaltar que na Corporação existem normas rígidas que determinam que os policiais, ao perceberem que há qualquer tipo de falha ou mau funcionamento das câmeras, devem regressar à unidade de origem para substituição dos equipamentos", disse em comunicado.
Os agentes foram afastados das ruas na última segunda-feira (16). Andréa saía da casa dos pais, de 88 e 91 anos, no momento em foi atingida. O carro dela passou por perícia na DHC.
A médica era ginecologista e cirurgiã-geral. Bem ativa nas redes sociais, postava informações sobre endometriose e cuidados femininos, além de fotos com os pais. Segundo vizinhos, ela costumava visitá-los com frequência, especialmente aos domingos.

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