Avenida Paulo de Frontin ficou interditada devido a incêndio em ônibusReginaldo Pimenta / Agência O Dia

Rio – A Justiça do Rio decretou a prisão preventiva de três homens detidos em flagrante, na última quarta-feira (18), durante operação da Polícia Militar no Rio Comprido, na Região Central do Rio, que resultou na morte do chefe do Morro dos Prazeres, Claudio Augusto dos Santos, o Jiló dos Prazeres. Mauro Penedo Galdeano, Yago da Silva Sobrinho e Thoni Uilson Nunes Leonel são acusados de atear fogo em objetos e erguer barricadas para fechar ruas do bairro.
Durante a ação dos PMs, não só na comunidade dos Prazeres, mas também do Fallet e do Fogueteiro, criminosos fizeram sete ônibus de barricadas em vias principais do Rio Comprido como retaliação pela morte de Jiló, de 55 anos. Um dos coletivos foi incendiado na Avenida Paulo de Frontin, no acesso ao Túnel Rebouças, que chegou a ser interditada.
A medida da Justiça, proferida em plantão judiciário neste sábado (21), atendeu a uma solicitação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Na decisão, o desembargador ressalta que o comportamento do trio - que inclui incêndio de barricadas, uso de motos com placas ocultadas e fuga de abordagem policial – demanda a prisão preventiva para garantia da segurança da população e da ordem pública.
O MPRJ comunicou que a decisão anula eventuais alvarás de soltura já expedidos e oficializa a expedição de novos mandados de prisão preventiva contra Mauro, Yago e Thoni.
Morte de morador
Assim como Jiló, outros quatro criminosos morreram após invadirem a casa do morador Leandro Silva Souza, que também foi baleado e não resistiu. A versão da PM dá conta de que o grupo fez o ajudante de cozinha e sua companheira como reféns, o que levou a uma troca de tiros.