Daniel Patrício Santos de Oliveira foi sepultado no Cemitério de Inhaúma, na Zona NorteReprodução/Redes sociais

Rio - Sob forte comoção, familiares e amigos sepultaram, nesta quinta-feira (23), o corpo do empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira, de 29 anos, no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte do Rio. O cortejo foi marcado por homenagens e pedidos de justiça. O velório aconteceu às 14h, na Capela 8 do cemitério.
Daniel morreu após ser baleado durante uma abordagem policial, na madrugada de quarta-feira (22), na Pavuna, também na Zona Norte. Ele dirigia o próprio veículo quando foi atingido. Até o momento, dois policiais militares envolvidos na ação foram presos em flagrante. A medida foi determinada pelo comando da Secretaria de Estado de Polícia Militar após a análise das imagens das câmeras operacionais portáteis (COPs).

De acordo com a corporação, a apuração conduzida pela Corregedoria-Geral e pela 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar identificou indícios de homicídio doloso, quando há intenção de matar. Com isso, foi determinada a prisão imediata dos agentes, e o auto de prisão em flagrante (APF) está em fase de formalização.

Família questiona versão

A família da vítima contesta a versão de confronto. Daniel estava acompanhado de amigos e retornava para casa durante a madrugada. Segundo a irmã, Taís Oliveira, não houve ordem de parada por parte dos policiais.

Diante do caso, o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAESP/MPRJ) instaurou uma Notícia de Fato para acompanhar as investigações. O órgão foi acionado por meio do plantão de monitoramento da ADPF 635.

Entre as medidas adotadas estão a verificação do registro de ocorrência e o envio de ofício à Polícia Militar solicitando a preservação das imagens das câmeras corporais dos agentes e da viatura envolvida. O GAESP também requisitou imagens à Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas), da Prefeitura do Rio, para auxiliar no esclarecimento das circunstâncias da morte.

O inquérito da Delegacia de Homicídios da Capital será acompanhado pela 5ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Rio de Janeiro. Já a investigação no âmbito da Polícia Militar ficará sob responsabilidade da 2ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria da Justiça Militar.