Portal Disque Denúncia divulgou cartaz pedindo informações que ajudem na prisão dos quatro homens envolvidos no estupro coletivoDivulgação / Disque Denúncia
Justiça adia última audiência do caso de estupro coletivo
Quatro homens são acusados de violentarem sexualmente uma adolescente em janeiro deste ano, em Copacabana, na Zona Sul do Rio
Rio - A Justiça adiou a última audiência do caso de estupro coletivo, que ocorreria nesta sexta (7), para a próxima quinta-feira (13). Bruno Felipe dos Santos Allegretti, João Gabriel Xavier Bertho, Matheus Verissimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin são acusados de violentarem sexualmente uma adolescente de 17 anos em janeiro deste ano, em um apartamento em Copacabana, na Zona Sul.
AO DIA, o advogado de Bruno, Edson Fontes, informou que a previsão é que na próxima audiência sejam ouvidas as testemunhas de defesa e, na sequência, realizados os interrogatórios dos acusados. O adiamento ocorreu devido o Decreto Estadual nº 50.418, que estabeleceu ponto facultativo nas repartições públicas estaduais nesta sexta, devido a previsão de uma forte ventania.
Os quatro homens, presos desde março, são réus pelos crimes de estupro qualificado, já que a vítima é menor de idade, e cárcere privado. Um adolescente de 17 anos também é apontado como participante do ato infracional.
O advogado afirmou que Bruno aguarda o momento de dar a sua versão dos fatos, com o objetivo de provar sua inocência. "Ele está preso há cinco meses e ainda não teve a oportunidade de ser ouvido sobre os fatos. A defesa aguarda com serenidade esse momento, quando finalmente Bruno será ouvido e responderá a todas as perguntas. Temos convicção em sua inocência e confiança de que o esclarecimento dos fatos demonstrará isso. A verdade também precisa ser ouvida", disse Edson.
A reportagem tenta localizar as defesas dos outros acusados. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.
Relembre
O estupro coletivo teria acontecido na noite do dia 31 de janeiro, em Copacabana. Segundo a vítima, ela recebeu uma mensagem de um colega da escola, com quem já teve um relacionamento anteriormente, a convidando para ir à casa de um amigo. Ao chegar ao prédio, o rapaz insinuou que fariam "algo diferente", o que foi prontamente recusado por ela.
No interior do apartamento, ela foi conduzida a um quarto, onde ficou trancada com quatro homens que insistiam para ela manter relações com eles. Câmeras de segurança mostraram a chegada dos jovens ao apartamento e a saída deles, pouco depois de 1h.
Em um vídeo, divulgado pelo "Fantástico", da TV Globo, eles aparecem comemorando e fazendo piadas, em tom de deboche, enquanto deixam o apartamento onde ocorreu o suposto abuso. "A mãe de alguém teve que chorar porque as nossas mães hoje...", disse um deles. O registro contribuiu para a investigação da 12ª DP (Copacabana).
Em 4 de março, Vitor Hugo e Bruno se entregaram à Polícia Civil. No dia anterior, Mattheus e João Gabriel compareceram na 12ª DP (Copacabana) e na 10ª DP (Botafogo), respectivamente. O adolescente envolvido também se apresentou na 54ª DP (Belford Roxo), na Baixada Fluminense, no dia 6 de março.
No dia 17 de abril, a Vara da Infância e da Juventude da Capital determinou a internação do adolescente. A decisão levou em conta a gravidade do caso e a violência empregada, além do entendimento de que o jovem teria planejado a ação contra a vítima, de 17 anos, com quem mantinha um relacionamento.
Ele ficará em regime fechado por pelo menos seis meses. Na sentença, a juíza Vanessa Cavalieri destacou que a gravidade da conduta e a falta de limites no ambiente familiar contribuíram para a aplicação da medida.
Caso em 2023
Em junho, a https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2026/06/7264665-acusados-de-estupro-coletivo-em-copacabana-sao-indiciados-por-caso-semelhante.htmlhttps://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2026/06/7264665-acusados-de-estupro-coletivo-em-copacabana-sao-indiciados-por-caso-semelhante.html, em Botafogo, na mesma região. Neste caso, estavam envolvidos dois dos cinco acusados de participar do crime semelhante em Copacabana.
Segundo as investigações, o suposto abuso de 2023 aconteceu na residência de Mathheus, que na época tinha 17 anos. Em depoimento, a vítima contou que foi atraída para o local pelo adolescente, de então 14 anos, para um encontro privado. Depois de ir para o quarto com o jovem, ela começou a ser coagida a permitir a entrada de Matheus e de Gabriel Oliveira Palmieri, de 24 anos.
Ao ser preso, no início de março, Mattheus foi questionado pela polícia sobre as acusações de 2023, mas exerceu seu direito constitucional ao silêncio. O mesmo aconteceu com o adolescente.
Sobre o caso de 2023, ambos vão responder responder por fato análogo a estupro coletivo qualificado. De acordo com a Polícia Civil, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) já se manifestou a favor da busca e apreensão dos jovens. O processo foi distribuído para a Vara da Infância e da Juventude.
Já Gabriel Palmieri, conhecido como De Paris, foi indiciado por estupro coletivo qualificado. A 12ª DP pediu medidas cautelares diversas da prisão, como proibição de aproximação da vítima, devendo o suspeito ficar em uma distância mínima de 100 metros. Além disso, a distrital também solicitou a proibição de contato com a vítima por qualquer meio e o comparecimento obrigatório em juízo.
Anteriormente, Gabriel compareceu acompanhado de advogada na 12ª DP e negou participação nos fatos, embora tenha confirmado conhecer os outros dois jovens e frequentar a residência de Mattheus.



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