No total, 54 das 81 cadeiras do Senado serão renovadas neste anoDivulgação/Agência Senado
Embora cada estado tenha três representantes no Senado, as cadeiras não são renovadas de uma só vez. Os senadores têm mandato de oito anos, e nas eleições gerais, que ocorrem a cada quatro anos, a Casa é renovado de forma alternada — ou seja, um terço dos cargos estava em disputa em 2022, e dois terços entrarão em disputa neste ano.
Conforme determina a legislação, o eleitor não pode votar duas vezes no mesmo candidato. Caso escolha o mesmo nome para as duas vagas, o segundo voto será considerado nulo.
O que faz um senador?
Enquanto os deputados federais representam a população, os senadores representam os estados e o Distrito Federal. Cada unidade da Federação tem três parlamentares, independentemente do número de habitantes. Dessa forma, estados mais populosos e menos populosos têm o mesmo número de representantes.
Senadores e deputados federais fazem parte do Congresso Nacional e, por isso, compartilham diversas atribuições. Os dois grupos participam da elaboração e da votação de leis, além de fiscalizarem as ações do governo federal. Muitas vezes também trabalham de forma conjunta em projetos e discussões de interesse nacional.
Apesar dessas funções em comum, a Constituição Federal estabelece algumas atribuições que são exclusivas do Senado. Uma das principais funções exclusivas da Casa é processar e julgar determinadas autoridades por crimes de responsabilidade. Entre elas estão o presidente e o vice-presidente da República, além de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República e o advogado-geral da União. No caso do presidente e do vice, o processo precisa ser autorizado previamente pela Câmara dos Deputados.
O Senado também participa da escolha ocupantes de cargos importantes. Cabe aos parlamentares da Casa, por exemplo, aprovar previamente as indicações para ministros do STF e para a presidência e a diretoria do Banco Central, entre outras cargos previstos na Constituição.
Outra atribuição exclusiva está relacionada às finanças públicas. O Senado estabelece limites e condições para operações de crédito da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Também fixa limites para a dívida pública desses entes federativos.
Funções exercidas junto com a Câmara
Além das atribuições próprias, o Senado participa, ao lado da Câmara dos Deputados, de decisões que dependem da aprovação do Congresso Nacional. Entre elas estão a votação anual do Orçamento da União e a aprovação, a cada quatro anos, do Plano Plurianual (PPA), que estabelece diretrizes, objetivos e metas para as ações do governo federal.
Senadores e deputados também votam projetos relacionados à organização administrativa e judiciária, ao Ministério Público Federal (MPF) e à Defensoria Pública da União (DPU). O Congresso participa de decisões sobre a criação e extinção de ministérios e órgãos públicos, além da criação e extinção de cargos, empregos e funções públicas. Nesses casos, depois da aprovação pelo Congresso, o projeto ainda precisa passar pela sanção ou veto do presidente da República.
A função de fiscalização também faz parte do trabalho dos senadores. O Senado, a Câmara dos Deputados ou suas comissões podem convocar ministros de Estado e titulares de órgãos diretamente subordinados à Presidência da República para prestar informações sobre suas atividades.
Quais são as prerrogativas dos senadores?
Os senadores possuem algumas garantias constitucionais para exercer o mandato com independência. Assim como os deputados federais, eles são invioláveis civil e penalmente por suas opiniões, palavras e votos. Desde a diplomação, os parlamentares são julgados pelo STF.
Outra garantia diz respeito à prisão. Depois de diplomado, o senador ou deputado não pode ser preso, salvo em caso de flagrante de crime inafiançável. Nessa situação, os autos devem ser encaminhados à respectiva Casa do Congresso em até 24 horas. Cabe então aos parlamentares decidir, por maioria, se a prisão será mantida.
A Constituição também estabelece restrições para evitar conflitos de interesse. Desde a diplomação, senadores e deputados não podem firmar ou manter determinados contratos com empresas públicas, autarquias, sociedades de economia mista ou concessionárias de serviços públicos.
A partir da posse, também não podem ser proprietários, diretores ou controladores de empresas que recebam benefícios decorrentes de contratos com o poder público, nem exercer nelas função remunerada, nas exceções previstas pela Constituição.
- André Monteiro (Democrata)
- Benedita da Silva (PT)
- Carlos Jordy (PL)
- Carlos Portinho (PL)
- Helio Secco (Missão)
- Luciano Mattos (PRTB)
- Luiz Eugênio (PCO)
- Marcelo Crivella (Republicanos)
- Marcos Dias (Podemos)
- Michelly Xavier (UP)
- Monica Benício (PSOL)
- Ó Clemente (Democrata)
- Paula Falcão (PSTU)
- Pedro Paulo (PSD)
- Vinicius Benevides (UP)
- Waguinho (Republicanos)
As propostas e os diferentes pontos de vista de oito desses candidatos ao Senado pelo Rio de Janeiro estarão em destaque nesta terça-feira (1º), durante um debate promovido pelo DIA e pela Ordem dos Advogados do Brasil - seção Rio (OAB-RJ). A sede do órgão será palco do encontro que vai colocar os postulantes frente a frente para discutir temas importantes para o futuro do estado.
Com mediação do jornalista Sidney Rezende, o encontro será uma oportunidade para o eleitor conhecer melhor as propostas, posicionamentos e prioridades de quem disputa uma vaga no Senado. O debate poderá ser acompanhado ao vivo e on-line pelo canal do O Dia no YouTube.
“O Senado Federal ocupa um papel fundamental no equilíbrio institucional do país, com atribuições que têm impacto direto na vida dos brasileiros e nos rumos dos estados. Ao promover este debate, O DIA reafirma seu compromisso com a democracia e com um jornalismo que contribui para uma escolha mais consciente. Queremos ajudar o eleitor do Rio de Janeiro a conhecer melhor os candidatos, suas propostas e suas visões para o estado, oferecendo informação de qualidade para que possa tomar sua própria decisão”, afirma Thiago Feitosa, presidente do Grupo O Dia.
“O debate também oferece ao eleitor uma oportunidade de conhecer os candidatos para além dos discursos engessados de campanha. Diante das perguntas, do contraditório e da necessidade de responder em tempo real, cada candidato precisa apresentar suas ideias, posições e a própria imagem sem depender de textos previamente construídos ou de roteiros de marqueteiros. É um momento importante para que o eleitor possa observar não apenas as propostas, mas também a capacidade de argumentação, o preparo e a postura de quem pretende representar o Rio de Janeiro no Senado Federal”, diz Feitosa.
Regras
De acordo com as regras estabelecidas, o debate terá duração estimada entre 1h40 e duas horas e será dividido em quatro blocos. Um sorteio antes do início do evento definirá a ordem dos primeiros candidatos a fazer perguntas nos blocos.
No primeiro bloco, todos responderão a uma mesma pergunta formulada pelo mediador, com tempo de dois minutos para resposta.
Já o segundo e o terceiro blocos se destinará ao confronto direto entre os candidatos. Os temas serão sorteados ao vivo e cada participante terá um minuto para formular a pergunta, dois minutos e trinta segundos para a resposta, além de um minuto para réplica e um minuto para tréplica.
O quarto e último bloco será reservado para as considerações finais, com um minuto e meio para cada. Os concorrentes permanecerão sentados durante o debate e utilizarão um púlpito quando estiverem com a palavra. Os pedidos de direito de resposta deverão ser apresentados, preferencialmente, no mesmo bloco em que ocorrer a eventual infração.
Para a presidente da OAB-RJ, Ana Tereza Basílio, a promoção de um debate plural para o Senado é um compromisso direto da entidade com a defesa da democracia, das instituições e da cidadania. "O cargo de senador carrega a responsabilidade de tomar decisões cruciais para o futuro do país e, muito especialmente, para o desenvolvimento do nosso estado. Essa parceria com O Dia, pela qual a OAB-RJ cederá espaço para realização do evento, é muito importante porque oferecerá ao eleitor a possibilidade de conhecer melhor os candidatos e as propostas de cada um para os problemas do Rio de Janeiro, fortalecendo a ideia do voto consciente e da democracia", afirma Ana Tereza.




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