Coronel do Exército Álvaro Roberto Lima morreu nesta sexta (28) Reprodução / Exército
"Beto, meu irmão amado, ainda é difícil acreditar que você se foi. Você que sempre amou tanto a liberdade, o vento, o céu... partiu fazendo o que amava, com a alma leve de quem ousou voar. É impossível não se revoltar com o jeito que foi. Tão abrupto, tão injusto. Mas hoje escolho lembrar da vida, não do fim. Lembro do seu sorriso, da sua coragem, da sua alegria de viver. Você foi luz na nossa família. Foi filho, irmão, pai, amigo leal. Foi amor em forma de gente", disse a irmã.
Álvaro Roberto deixa quatro filhos. "O mar te acolheu, o céu te guarda agora. E você seguirá livre, como sempre foi. Livre do medo, livre da dor, voando agora ainda mais alto. Você não se foi por inteiro. Ficou em cada lembrança, em cada história que vamos contar, em cada pedaço de nós que você ajudou a formar. Te amo para além dessa vida, meu irmão", acrescentou a irmã.
Ainda nas redes sociais, a familiar publicou uma homenagem feita pelos pais do coronel. "Nosso filho amado, nosso Beto… Hoje o coração de pai e mãe sangra de saudade. Você, nosso quinto filho, aquele que veio para equilibrar a família com seu jeito tão seu. Desde que chegou, você trouxe mais barulho, mais alegria, mais amor para nossa casa. Você foi o abraço do meio que nos unia a todos. É tão difícil te dizer adeus, meu filho. Ainda mais de uma forma tão inesperada. Nós que te ensinamos a andar, jamais imaginamos que um dia teríamos que aprender a viver sem você aqui".
Mesmo abalados, os pais agradeceram pelos anos que passaram ao lado do filho. "A dor é imensa, mas hoje, com o coração em pedaços, nós escolhemos agradecer. Obrigado pelos anos, pelos sorrisos, pelas histórias, pelo privilégio de termos sido chamados de pai e mãe desse menino tão iluminado, tão corajoso, que amava voar. Filho, você voou alto demais e agora mora com Deus. O céu, que você tanto amou, agora é a sua casa. Nós, seus pais e seus irmãos, vamos te amar para sempre. Você será eternamente o nosso filho muito amado", afirmaram.
O militar estava aposentado, mas já foi diretor do Centro de Programas Integrados da Funarte entre 2020 e 2021. Ocupou, ainda, o cargo de comandante do Centro de Estudos de Pessoal e Forte Duque de Caxias (CEP/FDC), entre 2013 e 2016.
O caso foi registrado na 14ª DP (Leblon). Segundo a Polícia Civil, outras diligências estão em andamento para apurar os fatos.
O clube suspendeu os voos neste sábado (29), dedicando o dia a um protesto em homenagem à vida e à trajetória do coronel. A instituição ainda classifica o episódio como crime.

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