Edson Davi desapareceu no dia 4 de janeiro de 2024 na Praia da Barra da TijucaDivulgação
Segundo a PF, o Núcleo de Cooperação Policial Internacional (NCI/PF/RJ) iniciou os procedimentos após ser procurado pela mãe da criança. Nesta quarta-feira, Marize Araújo foi chamada à Superintendência da Polícia Federal para apresentar documentos e informações necessárias à formalização do pedido junto à organização internacional.
A medida ocorre após a repercussão de uma operação realizada na Flórida, nos Estados Unidos, que resultou na localização de 163 crianças. Em nota, a Polícia Federal esclareceu que, de acordo com as autoridades norte-americanas, nenhuma criança brasileira está entre os menores encontrados na ação.
Ampliação das buscas internacionais
Caso seja aceita pela Interpol, a Difusão Amarela permitirá que informações sobre Edson Davi sejam compartilhadas com os 196 países que integram a organização policial internacional.
De acordo com a PF, o mecanismo é utilizado para apoiar a localização de pessoas desaparecidas, especialmente crianças, e funciona como uma ferramenta de cooperação entre forças de segurança de diversos países.
A corporação ressaltou que, após o envio do pedido, caberá à própria Interpol analisar a documentação e decidir pela publicação e compartilhamento do alerta internacional.
Família mantém esperança
A possibilidade de inclusão do caso na rede internacional renovou as expectativas dos familiares. Em vídeo divulgado antes de comparecer à sede da PF, Marize Araújo afirmou que recebeu a notícia com esperança.
"Finalmente eu recebi a ligação que eu tanto esperava. A Interpol entrou em contato com o meu advogado e agora estarei indo à Superintendência da Polícia Federal para levar todos os dados do meu filho, Edson Davi. Continuem em oração. Vamos torcer para que esse sofrimento acabe quando eu encontrar meu filho", declarou.
A mãe do menino contesta a linha investigativa que apontou afogamento como hipótese para o desaparecimento e sustenta que o filho foi vítima de sequestro.
Defesa pede cooperação internacional
O advogado da família, Cristiano Medina da Rocha, foi quem solicitou a adoção da medida à Polícia Federal após tomar conhecimento da operação realizada nos Estados Unidos.
Segundo ele, a inclusão na Difusão Amarela representa uma oportunidade de ampliar significativamente o alcance das buscas.
"Com essa medida, os 196 países que integram a Interpol passam a ter conhecimento sobre o caso Edson, possibilitando uma ampliação das possibilidades de localização", afirmou.
O advogado disse ainda que a família mantém a esperança de encontrar novas pistas sobre o paradeiro do menino.
"Passados mais de dois anos do desaparecimento de Edson, precisamos ampliar as buscas para além das fronteiras brasileiras. A família mantém a esperança de que a cooperação internacional possa finalmente produzir novas informações sobre seu paradeiro. Não podemos permitir que o tempo faça o caso cair no esquecimento", declarou.
Relembre o caso
Edson Davi desapareceu em 4 de janeiro de 2024, na Praia da Barra da Tijuca. Na ocasião, o menino acompanhava os pais, que trabalhavam em uma barraca na orla.
A última imagem conhecida da criança foi registrada por volta das 16h46. Desde então, o caso mobiliza familiares, autoridades e movimentos em defesa de crianças desaparecidas.
Ao longo das investigações, a Polícia Civil informou ter analisado diferentes linhas investigativas, ouvido testemunhas e apurado denúncias relacionadas ao desaparecimento.

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