Elias Araújo é suspeito do crimeDivulgação
De acordo com a Polícia Civil, Elias acabou encontrado internado no Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes. Contra ele havia um mandado de prisão temporária expedido pela Vara Criminal de Duque de Caxias, cumprido por agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).
A identificação do suspeito ocorreu após diligências de campo e levantamentos de inteligência realizados pela DHBF, com apoio da 2ª Seção do Estado-Maior Geral do Corpo de Bombeiros (BM/2).
A motivação e a dinâmica da execução permanecem sob sigilo para não prejudicar o andamento das apurações. A Polícia Civil ainda busca identificar e prender outros envolvidos.
Após as formalidades legais, Elias acabou encaminhado ao protocolo da Polícia Penal, onde permanecerá à disposição da Justiça. A reportagem de O DIA tenta localizar a defesa de Elias Araujo Lourenço. O espaço segue aberto para manifestação.
Relembre o caso
Nas imagens, o bombeiro e o namorado aparecem em um Volkswagen Taos branco. O veículo passa pela rua, dá marcha à ré e entra em uma via paralela. Na sequência, um automóvel usado pelos sequestradores, que estava parado à espera das vítimas, atravessa-se na frente e bloqueia a passagem.
Dois homens saem do banco traseiro do carro utilizado na abordagem, um de cada lado, e rendem o casal. Um deles aparenta estar armado. Em seguida, o motorista é retirado do banco dianteiro e colocado na parte traseira. Os suspeitos permanecem no local por mais de um minuto antes de deixar a rua levando os dois.
Momentos depois, equipes do 15º BPM (Duque de Caxias) chegaram ao endereço após serem acionadas para uma ocorrência de homicídio. Os agentes encontraram os corpos dentro do Volkswagen Taos branco e localizaram cápsulas de munição nas proximidades.
A área permaneceu isolada para a perícia. Durante a análise do veículo, os peritos encontraram uma pistola calibre 9 milímetros sob o banco traseiro. As primeiras informações apontavam que a arma pertenceria ao bombeiro.
O endereço fica próximo às comunidades do Sossego e do Cacareco, região sob controle do Terceiro Comando Puro (TCP).
Mãe do bombeiro pediu justiça
“Meu filho não tem briga com ninguém. É um querido. A única desavença é com o irmão, por ambição por dinheiro, pois ele era muito apegado ao pai e era sempre o que ajudava no pagamento de contas, pelo pai ser um idoso. Com isso, causou essa inveja e essa revolta toda”, afirmou Cíntia.
Pedro Ernesto era lotado na Diretoria-Geral de Defesa Civil. Em nota, o Corpo de Bombeiros lamentou a morte do militar e prestou solidariedade aos familiares dele e de Pedro Henrique.
Ainda não havia informações sobre o sepultamento de Pedro Henrique. A reportagem tentou localizar o irmão do bombeiro para comentar as acusações feitas pela mãe. O espaço permanece aberto para manifestação.
*Reportagem da estagiária Aretha Dossares, sob supervisão de Larissa Amaral

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