Não existe vácuo de poder no Rio

Duas operações no Rio de Janeiro e uma constatação: Onde o Estado não chega, os poderes paralelos tomam conta

Por Isabele Benito

"Não existe vácuo de poder no Rio" -
Duas operações no Rio de Janeiro e uma constatação: Onde o Estado não chega, os poderes paralelos tomam conta.

Na Baixada, a Polícia descobriu que, além da exploração de “gatonet”, transporte irregular e gás, a milícia tabelava até o lazer do morador.

A coluna teve acesso ao valor do kit-churrasco vendido aos moradores pela quadrilha. Tudo tabelado.

Tem o kit básico: A peça de contra-filé ou alcatra, cinco quilos de linguiça e um saco de asa de frango, por 160 reais. Já o mais completo, que vai com coração de galinha e até cerveja, pode chegar a 400 reais. Ah! Pode pagar no cartão.

Já na Maré, onde a polícia fez a maior apreensão de drogas, um aviso chama atenção. A facção que manda no Parque União deixa avisos para os moradores. Na verdade, ordens de “cidadania”, como mostra a foto.

É o morador da comunidade sempre subjugado e refém.

3,2,1... É DEDO NA CARA!


'TÁ FEIO... MAS PODE FICAR BONITO!'

O apelo veio de duas crianças: Camile Roque, de 6 anos e Ana Beatriz Salles, de 9. O pedido: A reconstrução da pracinha, em estado de abandono, em Maria da Graça. Para chamar a atenção da Prefeitura, as meninas tiveram uma ideia: Colar cartazes pelo bairro pedindo por brinquedos novos, como gangorra, balanço e também pela retirada da areia em excesso. Cobramos os órgãos responsáveis e a Comlurb, sensibilizada com a história, disse em nota que irá levar à pracinha o programa “Rio Novo Olhar”, coordenado pela companhia, integrando órgãos da Prefeitura e a iniciativa privada na recuperação de praças e áreas de lazer.

Por isso se você me perguntou se tá feio ou tá bonito... Tá feio, mas pode melhorar. A gente tá de olho e tenho dito.

'PINGO NO I'

O nome dele é Luiz Gonzaga....Nome de gente importante, e é mesmo!

Não é o Rei do baião, mas um nordestino talentoso também.

Gonzaga chegou ao Rio, assim como tantos outros cariocas de coração, para ganhar a vida. Isso foi há 32 anos. Na cidade maravilhosa foi entregador, foi office boy e hoje é um dos repórteres cinematográficos mais respeitados do Rio. Realizou seu sonho com honestidade, talento, raça e trabalho.

"Quando cheguei aqui sofri. Falavam: Fala direito menino! Mas também encontrei muito acolhimento", lembra Gonzaga.

Ele é um exemplo de tantos outros nordestinos que conheço de perto e admiro tanto.

Bora colocar o pingo no I...

Gonzaga não é Paraíba, é do Piauí. Com muito orgulho!

Da Paraíba é um outro amigo nosso, o João que também tem uma história linda de contar...

Mas fica pra próxima...afinal o Nordeste também mora aqui e não faltam exemplos lindos pra relatar.
 
Pingo no I - Divulgação
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