Nove meses de espera e angústia

O drama de Débora Costa da Silva, moradora do bairro Santa Margarida, em Campo Grande, é a história de muitas mães do Rio de Janeiro que passam por um calvário para conseguir uma vaga na creche pro filho

Por Isabele Benito

Débora Costa da Silva e a filha Rafaella, de 2 anos
Débora Costa da Silva e a filha Rafaella, de 2 anos -
Rio - O drama de Débora Costa da Silva, moradora do bairro Santa Margarida, em Campo Grande, é a história de muitas mães do Rio de Janeiro que passam por um calvário para conseguir uma vaga na creche pro filho.

“Minha filha está na fila desde novembro do ano passado. Dá um desânimo muito grande acordar cedo, faltar ao trabalho pra tentar uma vaga de creche e não conseguir”, afirma Débora, mãe da pequena Rafaella, de 2 anos e 8 meses.

No Rio quando uma mãe consegue deixar a criança numa unidade perto de casa é como se ganhasse na loteria.

Todo ano a mesma angústia… Mães que muitas vezes saem de casa ainda ‪de madrugada, pegam uma, duas conduções para deixar o filho na creche onde conseguiu matricular, e ainda chegar no horário certo para começar a trabalhar.

Hoje, 36 mil crianças aguardam na fila por uma vaga em creches do município do Rio.

Com os cortes anunciados esse ano pelo Governo Federal na educação, o que já era ruim pode piorar. É sangrar na educação básica.

Mas a dificuldade de vagas não é só uma questão de educação.. É social, é econômica!

Muitas dessas mulheres são arrimo de família, ou seja, é do trabalho delas que as contas de casa são pagas.

Um sofrimento para mãe, um sofrimento para as crianças.

Por isso, pela falta de consciência e por atrapalhar não só a realidade das mães, mas também o futuro dessas crianças…

3,2,1 É DEDO NA CARA!
PINGO NO I
A lei Maria da Penha completa hoje 13 anos. E no Rio há muito que se comemorar.

Diversas iniciativas foram tomadas com foco na proteção da mulher. Na última segunda-feira, as Patrulhas Maria da Penha começaram sua atuação em todos os batalhões da PM, atendendo casos exclusivos de violência contra as vítimas.

Mudanças que fazem parte da união de mulheres que fazem a diferença. Na PM, a Major Cláudia Moraes sempre destacou a importância de preparar o policial para este tipo de atendimento.

Na Polícia Civil, a delegada Juliana Emerique também trabalha para agilizar as medidas protetivas, junto a juízas que trabalham para que a punição de espancadores de mulheres seja efetiva.

Machões que quando dão de cara com a lei metem o rabo entre as pernas.

Mas não se trata só disso… O empoderamento dessas mulheres e a informação são armas muito importantes!

Na Baixada, onde o índice de violência é alto, hoje vai ter dia de conscientização, com ação educativa, orientações jurídicas e serviços gratuitos para as mulheres.

À partir das 10h, na praça da Emancipação, bem no centro de Caxias.

Então, bora colocar o Pingo no I…

Em briga de marido de mulher, a gente vai cada vez meter mais a colher sim. Viva Maria da Penha! Abaixar a cabeça pra valentão? Isso não nos pertence mais.
TÁ BONITO!
Já está em vigor uma lei estadual que obriga o DETRAN a ter também um banco de dados de peças de carros que não têm registro.

Hoje, só vidro, chassi, placas, motores, e alguns casos, caixas de marcha, são identificados pelo Órgão.

O que facilita e muito o mercado de roubo e venda ilegal daquelas peças que não se sabe a procedência.

Segundo o autor da lei, Deputado Carlos Augusto Nogueira, do PSD, as empresas que comprarem carcaças de veículos, serão obrigadas a discriminar todas as partes do carro e registrar no DETRAN, que terá a obrigação de fiscalizar.

“Policial diante da suspeita vai ter como pesquisar todas as peças nesses bancos de dados do Órgão.” Afirma Carlos.

A operação LEGO, deflagrada ontem, mostrou que esse comércio de roubo de veículos para desmanche, alimenta uma rede criminosa extremamente organizada desde o roubo até a logística de distribuição de peças que hoje não têm registro.

Por isso, se você me perguntou se tá feio ou tá bonito… Tem que punir e fiscalizar, e tenho dito.

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