Quem sacou meu dinheiro?

O que era pra ser uma realidade, acabou em frustração na hora de sacar o auxílio-emergencial

Por O Dia

Zoraide Granato, moradora de Cordovil, Juliana da Silva, do Jardim América e Josélia Mara Alves, de Parada de Lucas, ganharam o benefício, cada uma num valor, por meio do bolsa-família que já recebiam
Zoraide Granato, moradora de Cordovil, Juliana da Silva, do Jardim América e Josélia Mara Alves, de Parada de Lucas, ganharam o benefício, cada uma num valor, por meio do bolsa-família que já recebiam -
Rio - Três mulheres, três mães, o mesmo destino... Desvendar um mistério: Cadê o auxílio-emergencial que foi aprovado e deveria estar na conta?
Zoraide Granato, moradora de Cordovil, Juliana da Silva, do Jardim América e Josélia Mara Alves, de Parada de Lucas, ganharam o benefício, cada uma num valor, por meio do bolsa-família que já recebiam. O que era pra ser uma realidade, acabou em frustração.

Desempregadas, foram até à agência da Caixa Econômica de Parada de Lucas sacar a parcela, mas dinheiro que é bom? Nenhum! Já tinham sacado no lugar delas. E ninguém no banco sabe, ninguém viu... Zero informação até agora!

O desespero das três foi tão grande que elas tiveram que ir em outra agência, que fica no Shopping Via Brasil, em Irajá, atrás de uma resposta. Lá descobriram que o benefício de Juliana tinha sido sacado em Sulacap e o de Josélia, na Taquara. Zoraide até agora tenta descobrir o que aconteceu com o dela.

“É um absurdo roubarem o nosso dinheiro dessa forma e ninguém dar conta. Só faltaram jogar a gente pra fora da agência. Tudo porque foi cobrado um direito que é nosso”, conta Zoraide, que luta para reaver os R$600.

Juliana, mãe de uma menina de dez anos, tem direito a R$1.200. Ela contou que os funcionários da agência pediram dez dias para resolver, e agora já pediram mais 30.

“Não dá pra esperar um mês para colocar as coisas dentro de casa. A gente precisa comer!”

É surreal...

Com Josélia, o problema é ainda maior. Mãe de quatro filhos, sendo um autista, ela tem direito a sacar R$2.100, juntando o auxílio com o benefício do cartão carioca.

“Eu não tenho mais nada. Não sei nem como consegui chegar até você pra pedir socorro. Nunca fui tão humilhada”, contou ela, aos prontos, ao me encontrar.

Quanta bizarrice... Já não basta o povo ter que passar perrengue pra conseguir emprego, às vezes não ter nem dinheiro de passagem, agora tem que passar fome para aguardar a boa-vontade de alguém dar uma resposta? Alguém tem que saber desse dinheiro! Que olhem nas câmeras, que mexam no sistema... Sem comer elas não podem ficar!


As três fizeram boletim de ocorrência e seguem na luta pelo dinheiro que é delas.

A coluna procurou a Caixa Econômica, que informou estar apurando a ocorrência em colaboração com os órgãos de Segurança Pública competentes. Informou também que após a conclusão de análise da contestação, havendo comprovação de fraude na realização do saque, o valor do benefício será ressarcido às beneficiárias diretamente na agência onde foi registrada a contestação.

3,2,1... É DEDO NA CARA!

TÁ BONITO!

A gente já falou por aqui sobre o aumento do número de casos de violência doméstica durante o isolamento... Mas só falar não adianta, é preciso combater!

Por isso, a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Coem), do Tribunal de Justiça do Rio lançou nesta semana a campanha “Confinamento sem violência”, onde disponibiliza o telefone 197 para que as vítimas tenham contato com a polícia civil, por meio das DEAMS. O atendimento pelo 197 promete facilitar a atuação das autoridades policiais.

Mais de dois mil cartazes serão espalhados pela cidade com todas as informações. E o telefone, além de atender as mulheres, vai se estender aos idosos que também sofrerem agressões.


Aqui, covarde não se cria!


Se você me perguntou se tá feio ou tá bonito... A luta é longa, mas unidos e trabalhando, a gente vence essa!

Comentários