Elas precisam ter voz

Coluna teve acesso a posts e publicações nas redes sociais que são estarrecedores

Por O Dia

Rio - Nem dentro de um dos mais tradicionais colégios da Zona Sul do Rio, em Botafogo, você consegue se sentir protegida. Bastou uma denúncia de assédio no último final de semana para que inúmeras outras surgissem...
A coluna teve acesso a posts e publicações nas redes sociais que são estarrecedores. De dar nojo, vergonha de viver em um país onde a mulher não pode exercer seu direito de de ir e vir... Nesse caso, estudar.

Piadas de duplo sentido no portão do colégio, pedido de “beijinhos” e até tapinha na bunda de alunas... Tudo isso durante décadas, sem qualquer tipo de canal de apoio ou posicionamento da instituição.

As redes sociais deram voz às vítimas... Estamos em 2020! Ninguém mais é obrigado a aturar qualquer violação que seja, da mais simples à mais violenta.

São mulheres que se formaram, têm suas vidas, mas que carregam até hoje o sofrimento de serem vítimas. E outras, que estão ali, correndo riscos!

A onda “Exposed”, que é o ato de expor alguma situação constrangedora, chegou para que todos abram os olhos diante de tantos absurdos. E agora, após as denúncias, pais de ex e atuais alunos exigem posicionamento e atitude da instituição.

“Eu tenho direito de ter uma resposta e também de compartilhar as denúncias. Minhas filhas não sofreram violência, mas fazem parte daquele local”, relata um pai de duas alunas, também educador, que não quer ser identificado.

A resposta da escola? Nota formal: “Repudiamos veemente... Estamos apurando internamente as denúncias”. 

“Não são condutas isoladas. Isso é um problema estrutural. São várias leis que apontam a necessidade de se abordarem temas de violência seja de gênero, religião, etnia. As escolas não podem se esquivar”, conta a advogada e professora do IFRJ, também ex-aluna do colégio, Lívia Paiva, que acompanha os casos.

A gente sabe que isso não é apenas em um colégio. É algo enraizado! Mas isso que tem que acabar. Não tem mais essa de passar pano para machista, homofóbico, racista... Vocês não passarão.


3,2,1... É DEDO NA CARA!

TÁ BONITO!

Juliana da Silva- Tá bonito - coluna isabele benito - divulgação
A gente sabe que isso aqui não é novela, é vida real, mas a gente ama um final feliz!

Lembra do caso da Zoraide, Juliana e Josélia, que a coluna contou na última sexta? Elas tiveram seus benefícios sacados indevidamente e pediram socorro.
A gente cobrou a Caixa Econômica e tudo foi resolvido! As três já receberam seus pagamentos e agora vão conseguir levar a vida um pouco mais tranquilas...

“Não sei nem como agradecer. Estava sem motivos pra sorrir, mas ver que agora tem comida na mesa já dá um alívio enorme”, conta Juliana da Silva, moradora do Jardim América.

Isso motiva muito... É fazer o bem mais e mais!

Por isso, se você me perguntou se tá feio ou tá bonito... Bora que a gente vai continuar ajudando quem precisa, e tenho dito!

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