Nem todo mundo é 'nem-nem'...

A luta de quem quer estudar ou trabalhar, mas sofre com o estigma de ser a geração que "nem estuda nem trabalha"

Por O Dia

Associação Vida Plena, ONG que trabalha há 8 anos com crianças que sofreram algum tipo de violência, em Mesquita
Associação Vida Plena, ONG que trabalha há 8 anos com crianças que sofreram algum tipo de violência, em Mesquita -
Érika Silva Costa de Paiva, moradora de Caxias, esperou por horas... coisas de mãe.

Nas mãos, um presente de aniversário, para mim, e um papel com a seguinte mensagem: “Isabele, ajuda meu filho de 19 anos”.

Filipe Costa de Paiva passou em várias entrevistas de emprego, mas infelizmente não consegue começar a trabalhar. O motivo: falta de documentação por parte da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc).

“Até agora, ele aguarda o comprovante de conclusão do Ensino Médio. O mesmo problema que ele passa, vários estão passando”, conta Érika.

Filipe luta pelo tão sonhado primeiro emprego, mas segue triste, porque até resolver o problema, faz parte da tal geração “nem-nem”... Aquela que nem estuda nem trabalha. Alguns até chamam de geração perdida!

Mas essa não é a vontade de Filipe. Por mais que todo mundo saiba que muitos jovens fazem parte desse grupo, a gente não pode generalizar. Existem jovens que querem, sim, uma vaga de emprego ou uma cadeira na universidade. Infelizmente, o que falta é oportunidade. E sobra burocracia! O sistema que já era ruim, na pandemia só desandou mais e mais...

“O aluno precisa de suporte. Sem ele, fica difícil ser alguém na vida”, desabafa, mais uma vez, Érika.

É lamentável impedir que jovens, recém-saídos das escolas, deem o start no futuro profissional deles... Tem que agilizar esse processo. Não pode deixar que um pedaço de papel atrapalhe tudo!

A coluna procurou a Secretaria de Educação, que informou que se tratam de questões pontuais e que cada caso será solucionado.

3,2,1... É DEDO NA CARA!


TÁ BONITO!

Quando o amor ao próximo é grande e muda a vida de muita gente...

Rocha Sobrinho, bairro de Mesquita. É lá que se encontra a Associação Vida Plena, ONG que trabalha há 8 anos com crianças que sofreram algum tipo de violência. O projeto, que oferece apoio psicológico, esportes e também ensina profissões para muitas famílias da região, sentiu o impacto da pandemia. O vírus começou a circular e algumas atividades tiveram que parar.

Mas parar com a solidariedade? Nada disso!

Com tudo isso que começou, a Vida Plena seguiu com a distribuição de cestas básicas, material de higiene e limpeza. E agora, também luta para conseguir padrinhos para a criançada da Baixada.

“Saber que estamos fazendo o que fomos criados para fazer, que é o bem, não tem preço. Ver o brilho nos olhos das crianças e cada família restaurada é enriquecedor”, conta o presidente Fernando Pereira dos Santos.

Quem puder colaborar ou até apadrinhar uma criança é só entrar em contato pelo telefone (21) 98012-3335 ou pelo Instagram @vidaplenademesquita.

Por isso, se você me perguntou se tá feio ou tá bonito... Bora ajudar, valorizar um futuro melhor e tenho dito!

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