Por Isabele Benito
Há menos de sete dias para as eleições municipais, ninguém arrisca, pelo menos no Rio de Janeiro, um palpite. Segundo turno é certo, mas dependendo dos personagens, os desfechos apontam para dois lados.

Ninguém tá garantido! Esse é o reflexo de um eleitorado desacreditado, sem aquele voto “clubista” de candidato ou aquele que vai fazer voto útil e aí espera chegar mais perto pra ver no que vai dar. Muita gente me pede opinião do tipo: “Quem é o menos pior?”

Em época de eleição, jornalista, coitado, fica igual médico em pandemia... Todo mundo acha que ele tem a dica certa pra curar tudo. Eu prefiro responder sempre com uma pergunta: “Depende do que você deseja pra cidade. Afinal, o que você deseja?”

Porque é isso que virou a política do Rio. Temos na reta dois já conhecidos do povo... E nunca a população esteve tão insatisfeita. Os dois podem ter tido sim seus méritos, mas não foram o suficiente.

A outra opção, não temos um passado dela no executivo, o que pode até ser uma qualidade, mas diante dos últimos acontecimentos, deixa também o carioca em dúvida. Nunca foi, mas agora tá cada vez mais difícil ser eleitor carioca.

E digo mais... Entre os meus, na redação, vejo o mesmo que nas ruas... Colegas sem aquele posicionamento convicto. Quem fala, resmunga baixo e argumenta logo em seguida a razão do voto. E assim seguimos... Tentando, acreditando, mas principalmente agradecendo termos a oportunidade de escolher... Isso é democracia.
Por isso, escolha!


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PINGO NO I
Nunca na história a gente viu tanta gente comentar sobre as eleições norte-americanas. A internet, já tão polarizada pela política daqui, se tornou um campo de debate de ideias sobre quem merecia ou não virar presidente da maior potência do mundo.

Ao mesmo tempo, muita gente questionava o que a eleição de lá poderia interferir aqui... A realidade é que o que pesa bastante lá, é o que pesa aqui. Uma coisa é ter opinião política, posicionamento e ideais diferentes. Outra coisa é negar a pandemia, ser xenófobo, preconceituoso... Isso não tem lado! Isso é ser uma pessoa do bem ou do mal. E quem legitima a maldade, tende a perder.

Bora colocar o Pingo no I... Que os bons ventos desta eleição consigam circular e levar pra bem longe tudo que há de ruim. Porque a maldade fere, machuca, segrega e principalmente, mata.


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TÁ BONITO!
Depois que a coluna cobrou a Cedae, em setembro, sobre a falta d’água que durava 40 anos na Rua Etelvina, no centro de Belford Roxo, os moradores já conseguem enxergar uma luz no fim do túnel... Ou melhor, água na torneira!

A concessionária finalmente começou as obras no local... No dia seguinte! Elas ainda estão em andamento, mas já é alguma coisa! Em breve vai acabar aquele problema de subir e descer a rua pra pegar balde.

“Bom demais saber que esse nosso suplício vai acabar. Principalmente pelo meu pai, que já é idoso. A gente ficava preocupado com os mais velhos carregando peso de balde”, conta Cirilo Neto, que mora no local desde criança.

Aí sim! Que a obra acabe logo por lá... Até porque colocar água na casa da população não é nenhum favor, é obrigação e direito deles.
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Por isso, se você me perguntou se tá feio ou tá bonito... Esse retorno é o que vale a pena, e tenho dito!