Poetas da nova geração na Baixada

Eventos do Slam, batalha de poesias, estão cada vez mais populares

Por O Dia

Slam da Baixada reúne apaixonados por poesias. Neste fim de semana, Caxias e Paracambi vão eleger candidato para campeonato estadual
Slam da Baixada reúne apaixonados por poesias. Neste fim de semana, Caxias e Paracambi vão eleger candidato para campeonato estadual -

Rio - Eles encontram nas palavras uma forma de expressar emoções, sentimentos ou sensações. Os 'slammers' (poetas), como são chamados no slam, uma competição em que poetas leem ou recitam um trabalho original, estão ganhando cada vez mais destaque na Baixada Fluminense. Hoje, Dia do Poeta, dois eventos acontecem na região: o Slam da Rampa, em Paracambi; e o Slam Poético, em Duque de Caxias. Os ganhadores vão representar sua cidade no circuito regional de slams do Rio de Janeiro, podendo ir para a final em São Paulo, no Slam Brasil, e chegar ao mundial, na França.

Basicamente, Slam são encontros de poesia falada (spoken word) e performática, geralmente em forma de competição, em que um júri popular, escolhido espontaneamente entre o público, dá nota aos 'slammers'. Na votação são levados em consideração principalmente dois critérios: a poesia e o desempenho. Esse movimento tem fortalecido e divulgado a poesia, principalmente entre os mais jovens.

"A Baixada é o lugar onde mais tem artista. Temos muitos talentos aqui e muitos estão neste universo da poesia. Descobrimos que este talento não precisava ser solitário, que podíamos unir nossa paixão por poesia e repartir nossa arte", afirma a slammer Gyovanna Cabral, 17, conhecida como Poetagy. Ela é a fundadora do Slam da Rampa, criado em junho deste ano.

Uma das finalistas no Slam da Rampa, Rayane Pereyra fala da importância do evento para o poeta da Baixada. "Muitas pessoas gostam de poesia, de escrever e recitar, mas muitas vezes elas não têm com quem dividir. No slam, rola essa troca e, principalmente para o poeta, é a chance de mostrar seu trabalho".

Letícia Lind, finalista do Slam Poético, escrevia desde pequena, mas não mostrava para ninguém. Até que foi a um evento de slam e declamou pela primeira vez. 

Inclusão

O slam vem ganhando espaço e popularidade por conta de seu caráter comunitário e inclusivo. Nos eventos, todos podem recitar suas poesias, o microfone é aberto. "É democrático, todos podem participar. Não importa a raça, idade, posição social ou a escolaridade. A poesia é para todos. Só não pode ser poesia de cunho preconceituoso. No caso, se o poeta for racista, machista ou homofóbico, ele é desclassificado da competição", explica Marcos Oliveira, um dos organizadores do Slam Poético.

Os temas podem ser variados, seja sobre amor, manifestações políticas ou mais emotivo. 

A origem

O slam é uma batalha de poesia falada que surgiu nos movimentos de resistência negra, em Chicago, nos Estados Unidos, nos anos de 1980. No Brasil, o Slam chega a partir de 2013. Atualmente, só no Estado do Rio de Janeiro, há mais de 20 slams. Para participar das batalhas você precisa, no mínimo, de três poesias de até 3 minutos. As poesias serão julgadas por juízes populares, a plateia.

 

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