Número de mulheres agredidas tem aumentado durante a pandemia em diversas cidades da região - Divulgação
Número de mulheres agredidas tem aumentado durante a pandemia em diversas cidades da regiãoDivulgação
Por O Dia

Segundo a ONU Mulheres, uma em cada três mulheres em todo o mundo já sofreu violência física e/ou sexual e aponta no relatório "A sombra da pandemia: violência contra mulheres e meninas e Covid-19" que é provável que esta crise piore durante o isolamento social. A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher afirmou que, no Brasil, houve um aumento de 50% nos casos de violência doméstica neste período.É o que tem acontecido em alguns municípios da Baixada Fluminense. Pensando nisso, alguma prefeituras estão disponibilizando serviços de apoio às mulheres.

Em Guapimirim, o atendimento continua funcionando mesmo com o isolamento social. De acordo com o Centro de Referência de Atendimento à Mulher Vítima de Violência de Guapimirim (CRAM), só neste período de pandemia, foram feitos cerca de 200 atendimentos de emergência por telefone, via aplicativo de mensagens ou de forma presencial.

"Temos profissionais capacitados para auxiliar a mulher vítima de violência de forma assistencial, com orientação psicológica e até encaminhamento jurídico", contou Flávia Gomes, subsecretária Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos.

Para Danielle de Carvalho, Coordenadora Municipal do CRAM, as mulheres estão mais vulneráveis. "Em período de isolamento social as mulheres que vivenciam situações de violência doméstica e familiar ficam ainda mais expostas aos agressores. Nosso trabalho consiste em contribuir e orientar para o rompimento do ciclo de violência".

Para Andrea Couto, coordenadora Municipal de Políticas Públicas para a Mulher, é importante que todos se solidarizem. "Ao presenciar uma situação de violência temos que alertar a polícia. Esse gesto simples pode salvar uma vida. É preciso que cada mulher saiba que ela não está sozinha".

Em São João de Meriti, o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) registrou, neste período de pandemia, aumento de 20% na busca pelo serviço denominado "De portas abertas", que dá apoio as mulheres em situação de risco iminente de agressão. Em virtude disso, o atendimento é de segunda à sexta-feira, das 11h às 15h.

Na Casa da Mulher Nilopolitana, foram feitos 10 atendimentos de mulheres que sofreram violência doméstica no mês de maio. O acolhimento tem sido feito diariamente de 8h às 12h.

O Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) de Queimados também fez 10 atendimentos somente no mês de maio. O contato tem sido feito através do e-mail [email protected] ou do telefone (21) 98568-8821.

Você pode gostar
Comentários