Combate à dengue na Baixada continua mesmo com a pandemia

Visitas nas casas, carros fumacês e tratamento em vasos de plantas são algumas ações mantidas

Por O Dia

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Mesmo com a pandemia do novo coronavírus, não dá para relaxar os cuidados com outro antigo e conhecido vilão: o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Cidades da Baixada Fluminense, como Magé, São João de Meriti e Duque de Caxias continuam com ações e campanhas contra a doença.

No início da pandemia, em março, a prefeitura de Magé suspendeu as atividades do Programa 10 Minutos Salvam Vidas, que combate a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Em junho, o programa iniciou a retomada gradual das atividades. Atualmente, 150 Agentes de Combate a Endemias (ACEs) realizam diariamente visitas peridomiciliares, ou seja, inspeção e tratamento na parte externa das residências. Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) também realizam o trabalho educativo de conscientização em suas visitas domiciliares. Magé tem até o momento dois casos confirmados de dengue e três casos confirmados de chikungunya.

Já em Meriti, a campanha de combate à dengue não foi interrompida durante a pandemia. São feitas visitas em áreas previamente mapeadas. A cidade registrou 103 casos da doença porém, nenhum deles resultou em morte.

Da mesma forma acontece em Nova Iguaçu. Equipes visitam as casas para verificar focos de mosquitos e realizar o tratamento em vasos de plantas, telhados, caixas d'água, além dos carros fumacês percorrerem diariamente as ruas da cidade, que conta com quatro casos confirmados de dengue neste ano e nenhum óbito.

A Prefeitura de Duque de Caxias informou que as ações da campanha de combate à dengue são promovidas pelos agentes da Superintendência de Vigilância Ambiental, Vetores e Zoonoses do município. O município possui 560.000 imóveis aproximadamente a serem visitados a cada dois meses, distribuídos em oito setores. Os números da dengue em Caxias chegam a 40 casos, sem mortes registradas.

Já em Queimados as ações contra à dengue continuam, mas com adaptações por conta da pandemia do novo coronavírus. A cidade contabilizou 64 casos de chikungunya, cinco de dengue e um de zika nos primeiros quatros meses deste ano.

A Prefeitura de Mesquita, afirmou que realizou visitas domiciliares em 100% dos imóveis da cidade, mesmo com a pandemia, além do bloqueio em áreas com índice de infestação acima de 2%.  O município registrou uma morte por dengue hemorrágica em 2020, que tem ainda 26 notificações de casos de dengue e oito de chikungunya.

Os agentes de endemia de Guapimirim não pararam seus trabalhos em momento algum. Apenas os profissionais acima de 60 e os portadores de comorbidades graves foram afastados do trabalho na pandemia. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, não há casos confirmados da dengue, zika ou chikungunya no município.

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