Crianças e adolescentes com deficiência auditiva durante uma aula - Divulgação
Crianças e adolescentes com deficiência auditiva durante uma aulaDivulgação
Por O Dia
Magé - A Educação Inclusiva é um dos pilares que sustenta a construção cívica de crianças, jovens e adultos, e assegura a formação e o acompanhamento dos estudantes com necessidades especiais de forma integrada. Em Magé, na Baixada Fluminense, a preocupação com projetos que fomentem corretamente a inclusão e com a capacitação de profissionais da educação garantem um dos pilares da Escola Viva.
A rede municipal de ensino de Magé atende, hoje, 842 alunos com necessidades especiais - 220 no primeiro distrito, 51 no segundo distrito, 8 no terceiro distrito, 49 no quarto distrito, 88 no quinto distrito e 426 no sexto distrito. Além das políticas públicas direcionadas a estudantes carentes de inclusão, o fomento à integração dentro das escolas também ocorre a partir da cartilha de "Flexibilização e Adaptação Curricular", implementada pela Secretaria de Educação de Magé.
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Atualmente, cerca de 630 alunos portadores de necessidades especiais da rede são atendidos por 330 profissionais de educação capacitados. Segundo o prefeito Rafael Tubarão (PPS), a Educação Inclusiva integra o Plano Municipal de Educação, e o governo estrutura ações para que se mantenha como referência no acompanhamento de alunos portadores de necessidades especiais. 
"Estamos recebendo muitos alunos que estavam em escolas particulares graças ao trabalho inclusivo que realizamos na rede municipal de educação pelo suporte que nós damos aos alunos especiais e que agrada aos pais e responsáveis", afirma o prefeito.

Os programas inclusivos foram aprofundados ainda em 2017, com a inauguração do Centro Municipal de Atendimento Especializado, o CMAE, local em que os alunos ganharam reforço nos equipamentos de apoio e aprendizado, juntamente com suporte em saúde com especialistas e nove serviços para desenvolver e melhorar o desempenho escolar. Em 2018, foi aberto o CMAE Azul, para atender exclusivamente alunos com o Transtorno do Espectro Autista e, ao todo, as duas unidades atendem mais de 300 alunos.
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Suporte inclusivo para todos
O ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras) para alunos surdos é uma das iniciativas mais bem-sucedidas na rede municipal de ensino mageense. Por meio de jogos, desenhos, conversação e atividades educativas em grupo, os alunos aprendem Português e Libras e conhecem a função social da sua língua. Atualmente, 28 alunos são acompanhados durante o período regular escolar por intérpretes que foram capacitados por profissionais do Instituto Nacional de Educação de Surdos.

A Sala Iniciação em Braille atende 18 alunos com diversos níveis de deficiência visual. A sala de recursos é totalmente adaptada para auxiliar na alfabetização e autonomia dos estudantes cegos ou com baixa visão. Também foi realizado o curso de extensão “Adaptação e Transcrição de Recursos Didáticos para Alunos com Deficiência Visual” que capacitou professores da rede com ensino de Braille.