Adolescentes relatam como estão lidando com o distanciamento social - Divulgação
Adolescentes relatam como estão lidando com o distanciamento socialDivulgação
Por O Dia
Volta Redonda - É animador observar o comportamento e percepção de boa parte dos adolescentes diante do isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus. Eles, na sua idade de força relacional, depois das percepções de si mesmos e da família, agora forjam o terceiro tempo com as relações sociais mais amplas.
Essa leitura das ações dos jovens foi realizada através de uma escuta feita pelo Movimento Ética na Política de Volta Redonda. Alguns adolescentes, com consentimento dos pais e responsáveis, compartilharam animadoras manifestações, fruto de mais de 30 dias de isolamento.
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Nos relatos foi possível perceber que diferentes de muitos adultos, os adolescentes se cuidam e obedecem às orientações dos responsáveis da OMS e buscam verdades científicas sobre a pandemia. Neles existe uma triangulação: criatividade, solidariedade e esperança.
L. D. P., de 14 anos, em sua fala reforça o gosto pela música e que ocupa o tempo tentando aprender coisas novas.
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“Estou tentando fazer coisas que eu gosto para passar o tempo. Ocupar minha cabeça, por exemplo: tocar instrumentos, aprender música, experimentar receitas novas, estudar e, claro, mexer no celular, tem sido minha ocupação”, declara, de forma muito tranquila.
P.V.S., de 15 anos, sem pensar duas vezes, revela que trabalha e faz orações.
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“Tô ajudando meu pai no trabalho dele perto de minha casa. Espero que isto passe logo. Estou com saudade dos amigos, mesmo que a gente se fale pelo celular não é a mesma coisa. Eu, minha mãe e meu pai rezamos toda noite para agradecer a vida e pedir que esta coisa passe logo,” disse.
Já A.B.A, de 16 anos declara que descobriu uma nova atividade por conta da pandemia e ainda pode ajudar a mãe.
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“Eu (risos), vendo todas as séries e filmes, também leio e pesquiso sobre o vírus, ouço e toco músicas. Também mantenho contato direto com a galera, mas a grande novidade na minha vida é que estou ‘trabalhando’ com edição de vídeos para melhorar as aulas da minha mãe que é professora”, contou.
Também I.A.B, de 11 anos, mostrou sensibilidade e atenção aos diferentes.
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“Estou fazendo um monte de coisa, inclusive na cozinha. O melhor está sendo uma experiência de falar, enviar recados às pessoas da minha escola que não tenho muito contato. É muito legal. Estou descobrindo que todas são boas, nas respostas até emociono-me”, confidenciou.
A.L.A., de 15 anos, de forma singela, comenta com sinceridade.
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“Não estou fazendo muito diferente das minhas amigas e colegas. Estudo nas aulas online, fico no celular, ouço músicas, coisas assim. Ah! E volta e meia meus pais me chamam a atenção para largar o celular (risos), contou.
O coordenador do Mep- VR, José Maria da Silva, também conhecido como Zezinho, finalizou dizendo que é preciso aprender com estes jovens.
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“Aprendamos. Fiquemos atentos e amorosos para com todos, em especial para com as crianças, jovens e idosos. Eles ensinam amorosidade,” concluiu Zezinho.