Mãe, assistente social e professora, Sabrina Faria - Mep - VR
Mãe, assistente social e professora, Sabrina FariaMep - VR
Por O Dia
Volta Redonda - Neste Dia das Mães, Sabrina Faria, que é mãe (dois filhos), assistente social e professora, concedeu uma análise, em mais uma abordagem do Movimento Ética na Política (MEP) de Volta Redonda que faz neste momento de pandemia, uma série de depoimentos sobre os impactos e efeitos do novo coronavírus.
A assistente social falou a respeito do triste cenário e, ao mesmo tempo, sinalizou esperança diante do fracasso dos modelos políticos no mundo, destacando a importância das políticas de assistências no atendimento às necessidades da população.
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“O cenário que estamos vivenciando diante de uma pandemia revela o fracasso do modelo neoliberal no mundo, já sendo reconhecido por países da Europa. Torna-se urgente revisar esse modelo de organização social capitalista, profundamente marcado por práticas individualistas e destrutivas. É preciso refletir e agir em outro sentido, fortalecendo a importância de um trabalho coletivo pautado nas necessidades da população. É notório que a pandemia da covid-19 vem reproduzindo impactos sociais que atingem a todos, mas principalmente os mais vulneráveis”, destacou a professora.
Segundo Sabrina Faria, assistente social, servidora no Ministério Público do Estado do Rio, o isolamento social é necessário e essencial neste momento em que o país chega a um número altíssimo de infectados e, principalmente, pelos números de mortes. Sabrina fez ainda um alerta sobre a importância de uma assistência social.
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“Diante da pandemia, mais do que nunca a política de assistência se apresenta como fundamental, uma vez que são os trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) responsáveis por assegurar ações e procedimentos para atender a população mais vulnerável”, falou.

A professora e assistente social na sua declaração também demonstrou fé e esperança diante do enfrentamento da crise. Sabrina, como mãe, deixa uma mensagem animadora para este domingo, dia 10.
“O cenário de pandemia e isolamento social que causa insegurança, incertezas e sofrimento, mas ao mesmo tempo provoca descobertas. Descobertas que nos fazem repensar os nossos atos, posturas e nossa relação com os filhos. Momento que nos permite olhar para nós enquanto mulheres e mães, olharmos para os filhos que dependem do nosso apoio, carinho e afeto”, disse.

Sabrina Faria concluiu sua fala deixando uma mensagem para as mães, em especial as enlutadas e as que têm filhos nas prisões, fazendo uma referência ao Degase (Departamento Geral de Ações Socioeducativas), em Volta Redonda, com cerca de 100 jovens.
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“Quero deixar uma mensagem às mães que têm os filhos acautelados que nesse momento não podem dividir o abraço, beijo e carinho com eles. Também às mães que estão enlutadas pela dor e perda causada pela pandemia. Não dá para mensurar todo sentimento, mas digo, é o momento da gente se fortalecer, acreditar que dias melhores virão. Acreditar que vai passar. E que não seremos mais as mesmas e nem poderemos ser. Seremos melhores. Abraços e beijos. Que Deus esteja com todos nós”, finalizou com emoção Sabrina Faria.