Gestantes e puérperas com suspeita do coronavírus são monitoradas em Volta Redonda

Secretaria Municipal de Saúde realiza atendimento humanizado

Por O Dia

Volta Redonda realiza atendimento humanizado para gestantes e puérperas com suspeita do novo coronavírus
Volta Redonda realiza atendimento humanizado para gestantes e puérperas com suspeita do novo coronavírus -
Volta Redonda - As gestantes e mulheres no pós-parto que estão com suspeita da covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, recebem em Volta Redonda um atendimento humanizado. O acompanhamento é realizado através do serviço de tele saúde criado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) da cidade, na Policlínica da Mulher, no bairro Aterrado. Atualmente, onze mulheres são beneficiadas com a iniciativa enquanto aguardam o resultado do exame.

A médica e responsável técnica da Policlínica da Mulher, Juliana Monteiro Ramos Coelho, explicou que a prefeitura ampliou o serviço para as mulheres que esperam o resultado do exame, uma vez que esse monitoramento já é realizado para pacientes que testam positivo.

“A orientação era para que essas pacientes ficassem em casa em isolamento ou internadas. Pensamos numa forma de monitorar os sintomas dessas mulheres que estavam em casa, uma vez que as gestantes e puérperas são do grupo de risco. Nossa preocupação era que os sintomas piorassem e elas não percebessem. Então criamos esse serviço de tele saúde, onde os médicos da policlínica da mulher ligam diariamente para cada uma elas”, falou a médica.

Com a iniciativa, foi percebida uma melhora na questão emocional dessas pacientes, que ficavam muito angustiadas e ansiosas pela espera do resultado do exame e por saber que existe a suspeita da doença.

“Por estarem grávidas, elas já são uma população emocionalmente mais suscetíveis por questões hormonais. Observamos que o apoio desses médicos e o suporte psicológico que também estamos fazendo por telefone ajudava no isolamento”, disse a médica.

De acordo com o Secretário Municipal de Saúde, Alfredo Peixoto, o serviço ainda possibilita que essas mulheres fiquem em isolamento, preservando a sua saúde e de toda a população.

“Agora elas não precisam mais sair de casa. Todos os dias elas recebem a ligação e são orientadas sobre os sintomas e como agir, caso o quadro agrave. Isso trouxe para elas mais tranquilidade. Perguntas básicas como: ‘está com falta de ar? Teve febre? Foi persistente?’ são realizadas durante o monitoramento por telefone e determinam o tipo de atitude que as grávidas e puérperas deverão ter”, disse o secretário.

Comentários