Arrecadação municipal em Volta Redonda tem queda de R$ 22 milhões durante a pandemia

De acordo com o estudo técnico realizado, a arrecadação municipal teve queda de 30% nos meses de março e abril

Por O Dia

Em apenas dois meses, Volta Redonda deixou de arrecadar 30% do esperado
Em apenas dois meses, Volta Redonda deixou de arrecadar 30% do esperado -
Volta Redonda - Nesta quarta-feira, dia 24, O governo municipal de Volta Redonda apresentou os dados financeiros, em função da queda de arrecadação durante a pandemia da covid-19, o novo coronavírus. As informações foram anunciadas em uma coletiva no auditório do Palácio 17 de Julho. Estiveram presentes, o secretário de Fazenda, Fabiano Vieira, e a secretária de Educação, Rita Andrade.

De acordo com o estudo técnico realizado, a arrecadação municipal teve queda de 30% nos meses de março e abril. O secretário Fabiano Vieira fez uma apresentação demonstrando a queda de arrecadação. Apenas de arrecadação própria, a expectativa era de mais de R$ 75 milhões nos dois meses. Porém, o valor apurado ficou em cerca de R$ 53 milhões. Desta maneira, uma variação superior a R$ 22 milhões (30%).

Um dos exemplos apresentados por Fabiano foi sobre a arrecadação com Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). A previsão municipal era de R$ 4,9 milhões com o imposto, entretanto em março e abril, o valor apurado foi de R$ 2,3 milhões, uma variação de 47%.

“É um momento muito grave do ponto de vista financeiro para a prefeitura. A pandemia da Covid-19 fez com que a arrecadação municipal tivesse uma drástica queda. São quase 30% de queda de arrecadação. Até o final do ano, nossa previsão é que deixemos de arrecadar cerca de R$ 90 milhões”, disse o secretário.

Somente de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), a diferença entre orçado e recebido pela Prefeitura de Volta Redonda foi de 23%, o que corresponde a um déficit de R$ 6,2 milhões. O esperado era R$ 27 milhões e foi depositado R$ 21,5 milhões. Todos esses dados referentes a março e abril.

“A situação é crítica e será necessário realizar um ajuste fiscal. Vou me reunir com o prefeito Samuca, com o secretário de Administração, Carlos Baia, e demais membros da equipe para que possamos definir as medidas de redução de custos. Será necessário cortar na carne. Tenho conversado com secretários de Fazenda de várias cidades do Rio e o panorama é o mesmo. Os municípios precisarão muito de apoio dos governos Federal e Estadual”, explicou Fabiano.

Já a secretária de Educação, Rita Andrade apresentou dados de transferência do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação). O fundo teve uma redução de 35% do orçado para o enviado ao município pelo governo Federal.

“Todo final de ano, a secretaria recebe uma programação do Fundeb para o ano seguinte. Entretanto, tivemos uma queda de 35% nos últimos três meses (março, abril e junho), são mais de R$ 10 milhões de diferença em apenas 90 dias. Além disso, desde o início do ano, antes da pandemia, já estávamos recebendo menos do que a programação. Entretanto, com a pandemia essa queda foi muito maior”, disse Rita.

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