"As pessoas não vão me ver em uma campanha tradicional", diz pré-candidato à reeleição Samuca Silva

O pré-candidato à reeleição participou nesta terça-feira, dia 08, da live do O DIA

Por O Dia

Entrevista com Samuca Silva, do PSC, pré-candidato à reeleição em Volta Redonda
Entrevista com Samuca Silva, do PSC, pré-candidato à reeleição em Volta Redonda -
Volta Redonda - A série de lives com os pré-candidatos a prefeito de Volta Redonda, promovida pelo jornal O DIA, recebeu nesta terça-feira, dia 08, Samuca Silva, do PSC. Na entrevista, o pré-candidato e atual prefeito respondeu aos questionamentos dos jornalistas e de internautas. Comandaram a conversa o colunista político Sidney Rezende e a repórter Denise Azevedo.

Especialista em finanças e formado em contabilidade, Samuca Silva disse que se sente preparado para encarar um novo mandato. Ele explicou porque antes não iria entrar na disputa, mas no último mês de agosto decidiu pela sua pré-candidatura à reeleição.

“Primeiro foi a pandemia. Eu foquei lá em abril na pandemia e não tinha tempo de discutir efetivamente uma pré-candidatura e não o fiz. Obviamente que com o decorrer da pandemia controlando, me dá tranquilidade de discutir e estudar a proposta. Fomos muito prejudicados, não só pela pandemia, mas greve dos caminhoneiros, eleição presidencial conturbada, a maior chuva da história da cidade e fomos prejudicados nesse último ano quando a cidade começa a ficar mais atraente com pilares que montamos nos anos anteriores, então coloquei meu nome a disposição”, falou.
Samuca Silva explicou o motivo da rescisão dos contratos com as Organizações Sociais que administravam o Hospital São João Batista e Hospital Municipal Dr. Munir Rafful (Hospital do Retiro).
“Em Volta Redonda era muito ar condicionado quebrado, lâmpada quebrada, filas nos corredores que diminuíram muito com a OSs, entretanto depois de firmar os contratos, as duas OSs apresentaram ineficiência. Várias notificações foram efetuadas que eles não estavam cumprindo. Porque no contrato com a OS, você estipula metas e se você não conseguir dentro daquele valor que foi estipulado, ou você não repassa o valor ou ela tem que fazer mais com o mesmo valor. O nome de Volta Redonda não foi envolvido nas OSs aqui da cidade, entretanto diante da transparência que sempre me segue diante da ineficiência dos contratos de OS nós tivemos a necessidade de rescindir. Agora nós temos que ter a contratação pela secretaria de saúde dos profissionais diretamente e isso será efetuado por seis meses em respeito a próxima gestão”, explicou o pré-candidato.
Samuca Silva falou sobre o desenvolvimento econômico e que Volta Redonda foi a cidade que mais gerou empregos no Estado em 2018 e 2019 pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) e pelo Ministério da Economia.
“Nós estendemos o tapete vermelho para as empresas, retomamos o diálogo com a CSN e esse diálogo se materializou com o Polo Metalmecânico. A lei do aço vai beneficiar todo o Estado do Rio, não só Volta Redonda e vai atrair empresas. Aqui 10 empresas que irão gerar no mínimo 4 mil empregos”, disse.
Sobre transporte público o pré-candidato falou sobre a atual situação no município.
“Pela primeira vez na história teve alguém de coragem que brigou com as empresas de ônibus, o reflexo de hoje é o passado, com reuniões fechadas, nunca foi feita uma licitação. Só vamos melhorar o transporte público com uma licitação descente. A justiça está travando muito isso. Não autorizamos nenhum aumento de passagem. A mobilidade urbana sofre com um descaso histórico. Mas mesmo assim conseguimos a renovação parcial em 2018 com uma frota e nossa briga incansável pela licitação. Hoje temos o tarifa comercial zero que interliga os centros comerciais da cidade, são três ônibus, gratuitos e há uma proposta para chegar no Santo Agostinho e na 207”, comentou.
O pré-candidato à reeleição concedeu a entrevista na Praça Sávio Gama, onde fica o Palácio 17 de Julho.
“Eu estava trabalhando, as pessoas não vão me ver em uma campanha tradicional. Eu estou trabalhando, sempre com transparência, com participação. Não faço parte de grupo político, não deixei isso aumentar e quando fui traído exonerei. É assim que funciona: quem não apresenta resultado, não participa do governo do Samuca Silva. Nada de olhar pelo retrovisor, nós temos que olhar para frente”, finalizou.

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