Protocolo de prevenção à evasão escolar é definido em Volta Redonda
Protocolo de prevenção à evasão escolar é definido em Volta RedondaDivulgação
Por O Dia
Volta Redonda - Com a intenção de definir um protocolo municipal de prevenção à evasão escolar, representantes das secretarias de Educação (SME) e Ação Comunitária (Smac) de Volta Redonda reuniram-se no início desta semana.
A secretária municipal de Educação, Terezinha Gonçalves, a Tetê, falou sobre as adaptações necessárias neste tempo de ensino remoto.
Publicidade
“O objetivo é manter a frequência do estudante às aulas, que, por conta da pandemia da covid-19, passaram a ser online. Lembrando que o aluno que têm dificuldade de acesso à Internet pode buscar o material didático na escola que está matriculado”, disse.
O secretário municipal de Ação Comunitária, Munir Francisco, lembrou que este protocolo realizado em conjunto pelas duas secretarias foi implantado em 2010, no terceiro mandato de Antônio Francisco Neto como prefeito de Volta Redonda.
Publicidade
“Faremos um trabalho em rede para entender e cuidar do problema familiar que está afastando este aluno das aulas”, afirmou Munir.
O programa começa com busca ativa feita pela escola e, em caso de insucesso, a unidade entra em contato com o CRAS (Centro de Referência à Assistência Social) da área de abrangência do aluno em questão e, quando necessário, a família será assistida pelo CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social).
Publicidade
A responsável pelo Departamento de Atenção Básica da Smac, Rosane Marques, explicou como acontece a procura pelo aluno faltoso.
“Caso não tenham retorno da família, o CRAS é avisado para avaliar a situação familiar, realizando visitas em domicílio. Pode acontecer da evasão escolar ser consequência de uma família desorganizada que precisa de assistência do CREAS”, explicou.
Publicidade
De acordo com a responsável pelo setor na Secretaria Municipal de Educação Valéria Balbi, o protocolo antecipa o preenchimento da Ficha de Comunicação de Aluno Infrequente (FICAI), que deve ocorrer em caso de dez faltas consecutivas ou alternadas de estudantes entre quatro e 18 anos. Já que manter a criança e o adolescente na escola é obrigação dos responsáveis de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
“Vamos começar a busca ativa pelos alunos que não se matricularam no 1º ano do ensino fundamental e no 6º ano, início do ensino fundamental II. Nos outros anos a matrícula é automática”, lembrou Valéria, ressaltando que, no caso do protocolo municipal não conseguir reinserir a criança ou adolescente na escola, a FICAI é preenchida e encaminhada ao Conselho Tutelar para que tomem as devidas providências, que podem incluir ação do Ministério Público contra os responsáveis.