Alvinegros, tricolores e vascaínos tripudiam de rubro-negros depois de vacilo na final da Sul-Americana
Tricolor, o camelô Wilson Júnior vibra muito com o vice do Flamengo na Copa Sul-Americana e diz que foi o melhor presente de Natal Estefan Radovicz
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Um dia depois do vice-campeonato do Flamengo na Sul-Americana diante do Independiente, os torcedores rivais saíram de casa para trabalhar, ontem, com uma motivação a mais: tripudiar dos rubro-negros. Diferentemente do que ocorreu no Maracanã, no entanto, o clima era de paz.
O camelô vascaíno Júlio César Venâncio, 35 anos, circulava pelo mercado popular da Uruguaiana com a encalhada faixa de campeão do Flamengo. Para ele, não havia motivo para tristeza. "Adorei! Soltei até fogos lá em Brás de Pina", afirmou.
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Por ali, circulava também o estudante Matheus Marques, 19 anos. Com a camisa do Botafogo, ele ostentava o sorriso de quem havia curtido muito a noite anterior: "Saí assim para zoar mesmo. Vi o jogo em casa com meu pai, também botafoguense, no Catumbi. Pode anotar aí. Teve até churrasco de urubu, com pena e tudo."
CAMISAS RUBRO-NEGRAS
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Já Kadu Oliveira, 28, escolheu a camisa reserva do rubro-negro Milan para debochar dos flamenguistas. Isso porque o uniforme número dois do time italiano é vermelho e branco, como o do Independiente: "Por um lado, fiquei triste porque sou treinador de futebol. Mas, como vascaíno, estou feliz."
Segundo Wilson Júnior, 23 anos, camelô e Fluminense, o vice do rival fechou bem o ano de 2017. Por isso, saiu de casa vestindo a camisa tricolor: "Foi o melhor presente de Natal de todos."
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Apesar disso, havia mais gente de Flamengo do que com camisa dos rivais, ontem, nas redondezas da Uruguaiana e do Largo da Carioca. Cristiano Maia, comerciante, 46 anos, morador de Maringá, no Paraná, foi comprar uma camisa, mas teve que aguentar a pilha. Já Thiago Batista, 23, camelô, tentou se defender: "Todo mundo tem um pouco de Flamengo no coração."