Roberto Prieto Filho, conhecido como "Betinho da Baixada" Reprodução
Prieto era procurado pela Justiça desde 2022, quando foi resgatado de uma unidade policial no Guarujá, no litoral de São Paulo. Ele era acusado de crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, lavagem de dinheiro e porte ilegal de arma de fogo.
A prisão foi realizada pela Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico (FELCN), da polícia boliviana, após uma troca de informações com autoridades federais brasileiras e com a Polícia Civil de São Paulo.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) e com a defesa de Roberto Prieto, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.
O resgate de “Betinho da Baixada”
Na madrugada de 14 de janeiro de 2022, criminosos armados resgataram dois homens que estavam detidos em uma cadeia anexa ao 1º Distrito Policial de Guarujá, no litoral de São Paulo.
Os criminosos fizeram vários disparos para impedir que os agentes que estavam no prédio reagissem. Depois, usaram escadas para chegar ao pátio interno da unidade e ajudar Roberto Prieto Filho a fugir.
A ação teria durado entre 15 e 20 minutos. Após o resgate, os criminosos deixaram a região em um veículo.
Prieto havia sido preso um dia antes pela Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (Dise) de Itanhaém. Durante as buscas, os policiais apreenderam um tijolo de cocaína de alto teor que, segundo a investigação, seria destinado à exportação. Na data do resgate, ele passaria por audiência de custódia e, posteriormente, seria encaminhado ao sistema prisional.
Ex-vereador Milton Leite (União Brasil), de 67 anos, é um dos alvos do pedido de prisãoCâmara Municipal de SP / Agência Brasil
Por meio de comunicado, Leite disse que está viajando, mas irá se apresentar às autoridades em até 24 horas. "Estou em viagem, não estou foragido, e vou me apresentar às autoridades em até 24 horas. Vou provar minha inocência em todas as acusações."
Leite foi vereador por sete mandatos consecutivos e presidiu a Câmara Municipal por seis anos. Ele deixou a Câmara ao final de 2024, após 28 anos no Legislativo. Mesmo sem mandato, continuou atuando e tendo influência na política.
Em 2025, participou de articulações internas do União Brasil na capital e, no ano seguinte, assumiu a presidência estadual da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas.
A trajetória política de Leite começou na zona sul de São Paulo, onde cresceu, na região de Piraporinha. Foi eleito vereador pela primeira vez em 1996, para assumir o mandato no ano seguinte, e conseguiu seis reeleições consecutivas, permanecendo na Casa até 2024.
Na presidência da Câmara, comandou o Legislativo em 2017 e 2018 e novamente de 2021 a 2024. Nesse período, também assumiu interinamente a Prefeitura de São Paulo em diferentes ocasiões.
Ao deixar o cargo de vereador, passou a atuar nos bastidores da política municipal e estadual. Para as eleições de 2026, o ex-vereador tem apoiado a atuação política da família. Alexandre Leite e Milton Leite Filho, buscam vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados, respectivamente.
Operação Fim da Linha
A companhia foi investigada sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC e teve o contrato com a Prefeitura de São Paulo cancelado. A empresa nega ligação com a facção.
Em fevereiro deste ano, um inquérito da Corregedoria da Polícia Militar apontou possíveis conexões entre Leite e policiais presos por atuar na segurança de dirigentes da Transwolff. Uma mensagem enviada pelo sargento da reserva Nereu Aparecido Alves a um diretor da empresa fazia referência ao ex-vereador como "chefe Milton". A investigação também citou possíveis relações financeiras e políticas entre o ex-vereador e a companhia.
Leite negou conhecer Nereu e afirmou que o policial nunca fez parte de sua escolta. A Câmara Municipal afirmou que o capitão Alexandre Paulino Vieira, citado nas investigações como responsável por organizar a segurança dos empresários, havia trabalhado na Assessoria Policial Militar da Casa durante gestões de diferentes presidentes.
Em agosto, o Ministério Público denunciou quatro policiais militares sob acusação de integrar uma organização criminosa que fazia a segurança de dirigentes, familiares e instalações da Transwolff. Segundo a denúncia, Alexandre Paulino Vieira era o principal elo do grupo. O documento não apontou a participação de Leite no esquema.
Posicionamento da Prefeitura de São Paulo
A Prefeitura reforça ainda que, na ocasião, também foi aberto um processo pela Controladoria Geral do Município contra a Transwolff e a UPBus e, desde então, atua em conjunto com o Ministério Público e a Polícia Civil no processo investigatório.
"A administração colabora integralmente com o Ministério Público, fornecendo todos os documentos e esclarecimentos necessários", disse a Prefeitura de São Paulo.
Operação Bomba Oculta também lacrou seis postos clandestinos na capital paulistaReceita Federal / Reprodução
A Carbono Oculto revelou como os tentáculos do crime organizado penetraram em diferentes etapas da cadeia nacional de combustíveis, da importação e produção à distribuição e revenda. O setor, segundo as investigações, tornou-se um instrumento eficaz para lavagem de dinheiro do tráfico de drogas.
Na quarta-feira, 26, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou 16 alvos da Operação Carbono Oculto. Eles são acusados de organização criminosa e lavagem de dinheiro em conexão com o PCC.
Segundo a Promotoria, os denunciados teriam integrado, promovido e financiado uma organização criminosa, com divisão de tarefas voltada à prática de crimes como adulteração de combustíveis, falsidade documental, fraude contra o consumidor e crimes fiscais. O grupo também manteria conexão com outras organizações criminosas independentes.
O empresário Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, que está foragido e apontado como um dos cérebros do esquema, é um dos 16 denunciados. Sua defesa informou que não teve acesso aos autos. "Contudo, diante do que foi informado pela mídia, os fatos tratados na denúncia não têm nenhum relacionamento com Roberto. Sua inclusão no processo parece uma infeliz tentativa de gerar repercussão midiática, como já ocorreu anteriormente."
A Operação Fluxo Oculto, segunda fase da Carbono Oculto, identificou que quatro fundos de investimento suspeitos de integrar um esquema de desvio de nafta ligado ao PCC acumulam patrimônio estimado em R$ 205 milhões.
As investigações apontam que o grupo criminoso estruturou um esquema de abertura de empresas em diversos Estados para sustentar as fraudes.
Luciano Ferreira: membro do PCCDivulgação
A operação aconteceu através de agentes do 32º BPM (Macaé) e do 8º Comando de Policiamento de Área (CPA), com apoio da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Militar do Rio (SSI/PMERJ).
Depois de receberem informações sobre o paradeiro de Luciano, os policiais foram até a Estrada Velha de Rio Dourado, no bairro Jardim Patrícia - dominado pela facção Comando Vermelho (CV) -, e conseguiram prender o foragido, que não resistiu à prisão.
Ele é natural de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e tinha um mandado de prisão expedido pela Justiça de Presidente Prudente, no interior de São Paulo, pelos crimes de tráfico de drogas e corrupção ativa, e possui uma pena de quatro anos restante, em regime fechado.
As equipes levaram o sentenciado para a 128ª DP (Rio das Ostras), onde confirmaram o mandado de prisão. Após os trâmites necessários, ele será transferido para uma unidade prisional da Secretaria de Estado de Polícia Penal do Rio e ficará sob custódia à disposição da Justiça de Presidente Prudente.
A ficha criminal de Luciano inclui anotações por tráfico de drogas e condutas relacionadas; ameaça; violação de domicílio; e lesão corporal resultante de violência doméstica contra mulher. Além disso, ele já teve duas passagens pelo sistema prisional do Rio, sendo a primeira em abril de 2013, por tráfico de drogas, e foi libertado em julho do mesmo ano, e a segunda em junho de 2023, quando realizaram a transferência dele para o estado de São Paulo, pelo mesmo processo da prisão desta terça. As duas detenções aconteceram em Rio das Ostras.
O Disque Denúncia solicita que, quem tiver informações sobre o paradeiro de foragidos da justiça, entre em contato através dos seguintes canais de atendimento:
Central de Atendimento/Call Center do DD: (021) - 2253 1177 ou 0300-253-1177
WhatsApp Anonimizado/DD: (021) – 2253-1177 (utilizando uma técnica de processamento de dados que elimina ou modifica informações que possam identificar uma pessoa)
Aplicativo: Disque Denúncia RJ
Anonimato garantido.

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