Servidores paralisam sessão da Câmara em impasse por reajuste
Prefeitura, que antes havia acenado com aumento de 4,18%, retirou até mesmo essa proposta da mesa
Os servidores municipais de Campos querem reajuste de pelo menos 11%. A prefeitura, depois de acenar com 4,18%, diz que não pode conceder nenhum aumentoRafael Peixoto/Divulgação
Por O Dia
Campos — Segue o impasse entre os servidores e a prefeitura de Campos. Há 15 dias em estado de greve, os funcionários públicos do município protestaram nesta quarta na Câmara de Vereadores contra a decisão da administração Rafael Diniz de conceder aumento à categoria. No início das negociações, os servidores pediam reposição salarial de pelo menos 11%. A prefeitura acenava com um limite de 4,18%, mas, diante da falta de acordo, informou ontem que retirava até mesmo essa proposta, o que levou a uma ruptura das conversas.
A sessão programada para esta manhã foi suspensa pouco mais de meia-hora depois de seu início. Ao longo dessas duas semanas, os lados têm divergindo sobre a capacidade do município de aumentar os gasto com o pessoal. O sindicato da categoria (Siprosep) quer um aumento que cubra os anos de salários congelados, sem atualização pela inflação. A prefeitura diz que conceder tal reajuste implicaria desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal e colocar em risco o pagamento dos funcionários e aposentados.
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Os servidores solicitaram, durante a manifestação, uma audiência público para que a administração municipal apresente os números que justifiquem a recusa em conceder a reposição das perdas salariais dos últimos anos. O líder do governo na Câmara, vereador Genásio (PSC), garantiu que o pedido será atendido.
Na nota divulgada ontem, a prefeitura diz que “O quadro se torna especialmente grave devido às dívidas da Prefeitura; entre elas, R$ 105 milhões com o FGTS, R$ 745 milhões com o INSS e R$ 68 milhões com precatórios, além de um débito de R$ 180 milhões com o Instituto de Previdência dos Servidores de Campos (Previcampos). (…) A atual administração também já pagou mais de R$ 137 milhões relativos à “Venda do Futuro”, empréstimos no valor total de R$ 1,3 bilhão contraídos pela gestão passada”.