Quando é preciso cuidar muito além do doente e da doença

Com 6 mil idosos em tratamento, Centro de Alzheimer e Parkinson dedica atendimento amplo a pacientes e cuidadores

Por O Dia

A médica geriatra Deborah Casarsa é a coordenadora do Centro de Doença de Alzheimer e Parkinson de Campos, que acompanha 6 mil pacientes
A médica geriatra Deborah Casarsa é a coordenadora do Centro de Doença de Alzheimer e Parkinson de Campos, que acompanha 6 mil pacientes -
Campos — Quem vive ou convive de perto sabe o drama e a provação que é ter um parente com Alzheimer, doença cruel que retira gradualmente do portador o que há de mais essencial: a capacidade de reconhecer-se e reconhecer as pessoas fundamentais a sua volta. O Alzheimer, portanto, sequestra a própria identidade. Os desafios para cuidar dos pacientes que sofrem com esse mal são muitos, e vão além do tratamento da doença em si. Com isso em mente, o Centro de Doença de Alzheimer e Parkinson, em Campos, se tornou referência na região: no momento, faz o acompanhamento de cerca de 6 mil pacientes.
O foco do Centro é oferecer um cuidado amplo, que acolha não apenas as necessidades do doente, mas também daqueles que o cercam, em especial dos cuidadores, dado que esses pacientes exigem a presença constante de alguém.
“O cuidador, na maioria das vezes um parente, precisa conhecer bem as duas doenças, para saber lidar da melhor maneira com a pessoa. É um trabalho extremamente meticuloso e profissional”, destaca a médica geriatra Deborah Casarsa, coordenadora técnica do Centro de Alzheimer e Parkinson de Campos. “Temos uma equipe multidisciplinar, com médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e fonoaudiólogos, dentre outros profissionais”.
O Centro de Doença de Alzheimer e Parkinson de Campos acompanha 6 mil pacientes e seus cuidadores - Jean Barreto/Divulgação prefeitura de Campos
Dos 5.917 atendidos pelo programa, 5.196 são casos de Alzheimer; os outros 721 sofrem de Parkinson. E a tendência é o crescimento constante desses números. Todos os anos o Centro de Alzheimer e Parkinson registra um acréscimo entre 5% e 10% nos atendimentos. E como as populações mundiais estão cada vez vivendo mais, as doenças relacionadas à velhice se tornam um foco de preocupação da saúde pública.
“Até 2025, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil terá a quinta maior população idosa do planeta, o que exigirá maiores investimentos para cuidar dessas pessoas. Temos feito o melhor em Campos para proporcionar um serviço de qualidade e humanizado, para os pacientes e seus cuidadores”, exalta Deborah, frisando os ganhos obtidos com a implantação há um ano e meio da Oficina de Estimulação de Memória.
Além dos campistas, a unidade acolhe moradores de São Fidélis, São João da Barra, São Francisco de Itabapoana e Italva, dentre outros municípios. Após uma triagem para classificação dos casos, o paciente é encaminhado a uma equipe multidisciplinar para o início do tratamento. Os medicamentos para os dois males são fornecidos pelo Estado e distribuídos gratuitamente na farmácia da prefeitura de Campos.

Centro de Doença de Alzheimer e Parkinson
Rua 1º de maio, 43, Centro, Campos.
Atendimento: de segunda a sexta, das 9h às 17h.

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A médica geriatra Deborah Casarsa é a coordenadora do Centro de Doença de Alzheimer e Parkinson de Campos, que acompanha 6 mil pacientes Jean Barreto/Divulgação prefeitura de Campos
O Centro de Doença de Alzheimer e Parkinson de Campos acompanha 6 mil pacientes e seus cuidadores Jean Barreto/Divulgação prefeitura de Campos

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