As primeiras páginas da rica história do Monitor Campista ‘reescritas’ em exposição na Câmara

Arquivo Público Municipal, com apoio dos vereadores, restaura as nove edições iniciais do jornal, o terceiro mais antigo do país

Por Leonardo Maia

Página restaurada do jornal Monitor Campista, fundado em 1834 e que fechou as portas em 2009
Página restaurada do jornal Monitor Campista, fundado em 1834 e que fechou as portas em 2009 -
Campos — Se os jornais traçam o primeiro esboço da história, o que não falta é história para recuperar das páginas do Monitor Campista, fundado em 1834. O que o colocava como o terceiro mais antigo do país, até a aposentadoria de suas rotatórias em 2009. Dez anos depois de seu fim, o Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho, em parceria com a Câmara Municipal, monta a exposição “Semana Monitor Campista”, que abre nesta sexta, às 17h, no foyer da Câmara. O destaque, o anúncio oficial da restauração dos nove primeiros exemplares do jornal.
A historiadora Rafaela Machado, diretora do Arquivo Público, comemora a oportunidade de poder resgatar grande parte da memória campista através das páginas do Monitor. Segundo ela, os jornais, de uma maneira geral, são fonte essencial na reconstrução do passado, uma vez que costumam ser o primeiro registro dos acontecimentos.
“Iremos restaurar, finalmente, parte da memória da imprensa, não só de Campos, mas do Brasil”, destaca a historiadora, que trabalha desde 2007 nas vastas e históricas instalações do Arquivo numa antiga fazenda jesuíta na Baixada Campista. “Preservar a história do Monitor é preservar uma parte muito importante da história do país”.
O trabalho de restauração das edições iniciais do jornal — que se chamava apenas O Campista então, e circulava apenas duas vezes por semana — será conduzido por dois técnicos do Arquivo, e posteriormente esse material será digitalizado, e colocado à disposição de todos na internet. A Câmara de Vereadores, responsável legal pelo enorme acervo do jornal, vai financiar o trabalho.
“Os primeiros nove exemplares eram feitos de papel trapo, e só depois passou a ser papel jornal. Estão bem deteriorados, mas a qualidade do papel vai permitir uma boa restauração”, confia Rafaela.
Técnica do Arquivo Público de Campos restaura as primeiras edições do jornal Monitor Campista, o terceiro mais antigo do país - Antônio Cruz/Divulgação prefeitura de Campos
“O resgate do Monitor Campista é de importância imensurável”, reforça Fred Machado, presidente da Câmara. “Com esse convênio com o Arquivo, a Câmara cumpre seu papel na preservação do patrimônio histórico e cultural da cidade”.
A exposição do Monitor Campista fica aberta ao público até a próxima quinta-feira, dia 14, de segunda a sexta, das 8h às 17h, no foyer da Câmara. Ela abre a programação do 3º Festival Doces Palavras, realizado e organizado pela Associação de Imprensa Campista e Academia Campista de Letras.

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Página restaurada do jornal Monitor Campista, fundado em 1834 e que fechou as portas em 2009 Antônio Cruz/Divulgação prefeitura de Campos
Técnica do Arquivo Público de Campos restaura as primeiras edições do jornal Monitor Campista, o terceiro mais antigo do país Antônio Cruz/Divulgação prefeitura de Campos

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