Previcampos recebe R$ 30 milhões em compensações do governo federal

Obtenção do Certificado de Regularidade Previdenciária abriu caminho para recuperação do dinheiro da aposentadoria dos servidores ativos e inativos

Por O Dia

Prédio da Previcampos, fundo de pensão dos servidores municipais de Campos, algo de investigação sobre mau uso de recursos, que resultou na perda de R$ 500 milhões de seu patrimônio
Prédio da Previcampos, fundo de pensão dos servidores municipais de Campos, algo de investigação sobre mau uso de recursos, que resultou na perda de R$ 500 milhões de seu patrimônio -
Campos — Os primeiros efeitos positivos da recuperação do Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), obtido recentemente pela prefeitura de Campos, foram sentidos na quinta. O INSS depositou quase R$ 30 milhões no Previcampos, referentes à compensação previdenciária do Governo Federal. Esse valor está obrigatoriamente dedicado ao pagamento da folha do fundo de aposentadoria e pensão dos servidores municipais.
“É um grande avanço para nossos aposentados e pensionistas”, comemorou o prefeito Rafael Diniz.
O aporte nos cofres do PreviCampos são oriundos do Comprevi — compensação previdenciária de servidores aposentados pelo Previcampos, mas que tinham tempo de contribuição pelo INSS e, depois, tornaram-se estatutários.
Mas isso só foi possível com a recuperação do fundo de pensão nos últimos anos. Desde maio de 2015, o município havia perdido o CRP, por irregularidades em sua gestão. Num período de um ano, entre 2015 e 2016, o Previcampos perdeu R$ 500 milhões em patrimônio
“Encontramos o Previcampos completamente desestruturada e temos essa vitória para nosso servidor”, disse Diniz.
O presidente do fundo, André Oliveira, também celebrou a conquista, mas lamentou que outros tantos milhões tenham se perdido por irresponsabilidade e descaso.
“Poderíamos receber hoje, no mínimo, o dobro. Esses R$ 30 milhões são resultado de 58 processos analisados pelo INSS. Temos, pelo menos, mais 1500 em análise. Infelizmente, grande parte deles prescreveu porque as gestões anteriores não fizeram essa compensação”, explicou.

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