Fernando Mansur
Fernando MansurO DIA
Por Fernando Mansur
Passei o mês lendo “Memórias, Sonhos e Reflexões” do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung. Terminei minha coluna de domingo passado citando-o. Recentemente, ‘por acaso’, assisti a uma entrevista dele legendada,
disponível no You Tube. Depois, no mesmo canal, alguém leu um dos capítulos do livro - “Visões” - que trata de uma experiência de quase morte pela qual Jung passou em 1944.
Interessei-me então em saber mais sobre as ideias dele. Minha esposa – psicóloga de formação Jungiana – tinha o livro mencionado, e assim começou minha aventura por um mundo desconhecido. Para minha surpresa, pude entender os relatos do autor, e não me preocupava em compreender os termos técnicos que ele eventualmente usava.
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Suas vivências e experiências despertaram em mim um vívido interesse. Em minhas colunas deste mês pretender transcrever alguns trechos deste vasto e rico material, fruto de uma alma sedenta pelo conhecimento de Si mesmo.
Jung parece ter sido fiel ao seu destino. Pesquisador incansável da alma humana, sentia como um dever inarredável deixar um legado à humanidade, que lhe facilitasse um acesso à riqueza pouca acessada do inconsciente.
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Amigo de Freud – considerado o pai da psicanálise, acabou por se afastar do mestre quando percebeu que algumas de suas ideias eram inconciliáveis. Para Jung, a verdade – pelo menos até onde ele a percebia –
importava mais do que qualquer outra coisa. E a isso foi fiel a vida toda.
Todos os capítulos do livro são muito interessantes, mas a partir da semana que vem trarei citações principalmente daquele em que o autor procura entender a possibilidade da vida depois da morte.
Vem comigo?