
Ludmilla está sendo investigada, de acordo com Rodrigo, por duas músicas: 'Não encosta' e 'Verdinha', duas letras que, na opinião do deputado estadual, incentivam o uso das drogas. Exemplo do que também acontece com a canção 'Migué', lançada no início de 2020 por MC Maneirinho e MC Cabelinho.
“Tenho dois projetos defendendo o funk e tornando o gênero musical um patrimônio do Rio. Se você for numa festa na minha casa, você vai ouvir funk. Mas eu seria contra qualquer gênero musical que exalte a droga, o banditismo e marginais exibindo armas. Recebi centenas de mensagens de pais de família apavorados porque seus filhos estavam sendo seduzidos por esse lixo, que a maioria dos MCs justifica como sendo a realidade da comunidade. Uma ‘realidade’ que eles exaltam tanto, que na primeira grana que ganham, largam tudo para ostentar uma vida melhor no asfalto”, explicou Rodrigo à coluna.
“As favelas têm gente trabalhadora, ordeira e que valoriza a família. São pessoas que dão lições diárias de arte, honestidade, criatividade e luta. O bandido ali é uma minoria, que não merece e nem deve ser exaltada. Tenho filho adolescente, que gosta de ouvir funk e como pai e cidadão, não posso compactuar com isso e achar que é normal e até bonito ver meu filho e outras crianças ouçam esse tipo de letra, que os incentivam a usar drogas ou fala que o crime é legal, e achando que isso faz parte da realidade deles. Então essa denúncia não é contra o funk, acho importante ressaltar”, concluiu Rodrigo.
"Milhões de brasileiros, desempregados, sem moradia, hospitais sem vagas, a violência predominante, poluição, a questão ambiental, a rede pública de educação miserável, mas o maior problema que o Brasil tem no momento é uma música que fala de alface. Brinca mais", escreveu.