Paloma Bernardi
Paloma BernardiDivulgação:Ricardo Pepeliskoff/ Beleza: Ju Sou (make), Luciano Boy (cabelo) e Rafael Menezes (stylist)
Por O Dia
Filha de um empresário e de uma artista plástica e ex-bailarina do Balé Popular de Recife, Paloma Bernardi nasceu, ou melhor, estreou para ser atriz. Comunicativa e espirituosa, ela já enfrentou vários 'nãos' durante sua trajetória justamente por não se enquadrar no padrão de beleza na adolescência. Aos 35 anos e com mais de 20 anos de carreira, ela confessa que não gosta muito das tarefas domésticas, não tolera pessoas esnobes, mentira, corrupção, violência e desigualdade social e nunca fez uma loucura por amor. Só surpresinhas românticas. Namorando há dois anos e meio o ator Dudu Pelizzari, Paloma assume que pretende casar na igreja com direito a festa e sonha com filhos.

A sua mãe foi bailarina, você começou fazendo publicidade, fez faculdade de rádio e TV... quando você descobriu que seu caminho era atuação?
Foi algo que se desenvolveu muito naturalmente na minha vida. Desde muito nova eu tinha apreciação pelas artes. A minha família por parte de mãe tem uma vertente artística muito forte. Como desde novinha eu fazia publicidade (e amava toda aquela energia do set!), foi algo muito natural na minha vida quando algumas oportunidades no meio artístico começaram a me levar para o caminho da atuação. A gente tem essa brincadeira lá em casa, porque meu pai fala que eu não nasci, eu estreei (risos). Sempre fui comunicativa e expressiva. Quando mais velha, com alguma maturidade e já focada nos caminhos profissionais que eu queria seguir, a atuação se manteve em primeiro plano, mas sempre fui muito responsável também e por saber que a área envolve certa instabilidade fiz a faculdade de Rádio e TV como um plano B. A movimentação técnica desses projetos é algo que admiro e gosto muito, então mesmo que a carreira como atriz não desse certo naquela época, eu ainda queria trabalhar nos bastidores do meio artístico.
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Você se afastou um período da publicidade e recebeu vários 'nãos' na adolescência por conta das espinhas na pele e aparelho ortodôntico. Como você trabalhou isso na sua cabeça?
Sim, passei por esse momento. A adolescência não é fácil, né? São várias questões físicas e hormonais que estão acontecendo com a gente. É uma fase um pouco estranha e nessa época a publicidade era bem diferente de hoje, onde a diversidade tem sido mais visada, o 'skin positive' (os movimentos que buscam valorizar a pele natural) tem ganhado mais espaço nos trabalhos também, o meio está bem mais aberto e buscando novos conceitos - o que vejo como algo positivo. Acho que não lidei de forma pior por causa da sabedoria da minha mãe. Nessa época, a minha mãe foi muito sensata. Ela soube me guiar bem quando eu recebia um 'não' e esse motivo era por causa da pele e aparelho. Ela me ajudou a entender que era só uma fase, que aquilo ia passar e eu ia continuar a seguir o meu caminho. Mas essas negativas me fortaleceram muito para persistir a buscar o 'sim' na carreira.
Se não existisse a carreira de atriz... O que você seria?
Ah, eu acho que trabalharia como produtora, diretora ou algo nessa vertente. Fiz a faculdade de Rádio e TV exatamente porque amo os bastidores de produções artísticas. E foi importante cursar essa graduação mesmo tendo seguido como atriz. Durante a pandemia, muitos dos projetos que toquei fiz da minha casa mesmo, que se tornou o meu palco, meu estúdio, meu set (risos). Então tive que me virar e relembrar tudo o que aprendi na faculdade para executar bem.
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Você é uma mulher muito bonita. Já sofreu algum assédio ou cantada que não caiu bem. Como reagiu?
No âmbito profissional não, e sei que sou privilegiada por nunca ter passado por isso. Agora na rua já aconteceu uma cantada ou outra, mas acho que a questão do reconhecimento blinda um pouco mais isso. As pessoas não são tão atrevidas quanto seriam, eu acho. Nunca passaram a mão ou nada do tipo. Sempre desenho um limite muito claro quando me abordam para uma foto ou algo do tipo e quando algum engraçadinho me deixa desconfortável, eu não hesito em corrigir.
Paloma Bernardi não tolera ...
Pessoas esnobes, mentira, corrupção, violência e desigualdade social.
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Você é uma atriz que não entra em polêmicas, não é vista em grupo de atores e não é de expor a sua vida nas redes sociais. Você é mesmo reservada?
Sim, sou reservada e também muito tranquila. Eu sempre fui mais caseira, mais na minha e focada no meu trabalho, em sempre melhorar. Prefiro ficar com a minha família e até gosto de me divertir com os meus, sair pra dançar, mas moderadamente. Tudo na paz e sem extrapolar. Desde o ano passado voltei a ficar com os meus pais aqui em São Paulo por causa da pandemia, até porque fazia muito tempo que eu não ficava com eles por conta dos trabalhos. E eu amo isso!
Já sentiu o preconceito ou olhar de desconfiança pela beleza, tipo 'será que tem talento ou é só mais um rostinho bonito'?
Eu acho que esse estereótipo que colocam em cima das mulheres acontece sim, sendo uma forma de minimizar ou descredibilizar o nosso trabalho. E acontece de várias formas, quando julgam a mulher que está, de alguma forma, 'dentro de um padrão' e da mulher que acham que não está. É chato que isso ainda aconteça.
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Como é Paloma Bernardi dona de casa? Sabe cozinhar ou costurar?
Olha, eu confesso que se precisar fazer essas tarefas eu faço, mas não sou muito disso (gargalhadas). Gosto de cozinhar em datas especiais para a família e amigos ou um jantar romântico. Gosto de cuidar da minha casa, de estar com as coisas em ordem e limpas. Hoje em dia, então, ainda mais. Como estou com os meus pais, que são do grupo de risco, a higienização da casa e de tudo que vem de fora é feita constantemente.
Qual seria uma novela e um personagem que você gostaria de fazer em um remake?
'Pantanal'. Adoraria fazer uma personagem ligada à natureza dessa novela que contou uma história, paisagem e realidade bem brasileiras. 'Hilda Furacão' também. Na época em que assisti, todos falavam que eu lembrava a Ana Paula Arósio e seria incrível fazer essa personagem.
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Você diz que se sente pressionada pela família e pelos outros para ser mãe. E você? Quer ser mãe? Quando vai ser?
Não chega a ser uma pressão avassaladora, eu digo mais como uma pressão geral. Chegamos nesse ponto onde as perguntas sobre maternidade sempre são abordadas. Eu quero muito ser mãe, mas não agora. É claro que estou com 35 anos e sei que preciso me cuidar. Tenho conversado com a minha médica sobre formas de garantir que no futuro eu realize esse sonho, mas nada decidido ainda.
E o casamento? Vai ter festa? Já tem planos?
(Risos). Por enquanto sem planos a respeito disso. Mas, eu quero sim no futuro me casar na igreja e fazer uma festa para a minha família e amigos com tudo o que tenho direito!
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Fala um pouco da série 'Ameaça Invisível' ao lado do namorado Eduardo Pelizzari? E como é gravar em casa?
Fazia um tempo já, acho que desde o meio do ano passado, que esse projeto estava engavetado por conta da pandemia. No final de 2020 conseguimos dar andamento na série, que foi comprada pela Record. Nós começamos as gravações antes porque em fevereiro vou gravar um longa-metragem, mas a produção em si da série está acontecendo aos poucos. Eu já fiz tantos projetos artísticos remotamente no ano passado que gravar as cenas em casa foi muito tranquilo. Tudo foi gravado pelo meu celular com o apoio da direção e direção de fotografia à distância. É um processo colaborativo de criação muito bacana, no qual me vi como diretora, figurinista, cenógrafa, produtora e por aí vai. Faço a personagem Antônia Nolasco, a TonTon. Ela é uma influenciadora fitness junto com o marido, que é interpretado pelo Eduardo. A série é um thriller que envolve alguns mistérios não só a respeito da vacina da qual ela e o marido participaram de alguns testes por terem sido infectados, mas também na vida pessoal de cada casal. No meio da série, a Antônia descobre um segredo do marido e acontece essa reviravolta na vida dela no meio de uma pandemia. Finalizamos as nossas gravações essa semana.
Você é romântica quando está num relacionamento? Já fez alguma loucura de amor?
Eu sou sim. Hum....loucura... Não sei se já fiz alguma loucura, mas já fiz algumas surpresas românticas. Já deixei vários bilhetinhos carinhosos pela casa, por exemplo. Gosto de surpreender nos mínimos detalhes. Acredito que o que sustenta também uma relação é essa conquista diária.
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Você adora o Carnaval. Aceitaria ser rainha de bateria de novo?
Fui por dois anos rainha de bateria da Grande Rio, minha escola de samba do coração. Fiquei muito honrada com o convite deles na época. Não sei se hoje em dia conseguiria aceitar novamente porque é uma posição que exige muita presença na quadra e eventos da escola e com a agenda corrida fica mais difícil, mas eu amei quando fui e de qualquer forma sempre estou conectada e presente com a Grande Rio quando posso. Uma vez rainha, sempre rainha (risos).
Como você vê o Carnaval no meio dessa pandemia. Apesar de ter sido cancelado, acha que em julho, como foi cogitado, seria viável?
Olha, no meu ponto de vista só é viável se todos estiverem vacinados. Lamento muito pelo Carnaval, porque sei que a pandemia tem prejudicado bastante. A vacina está sendo distribuída gradativamente para quem realmente precisa nesse primeiro momento. Eu prefiro curtir o Carnaval quando tudo já estiver seguro.
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Você aprendeu algo que não sabia fazer nessa pandemia porque passou mais tempo livre?
Durante a pandemia eu procurei focar bastante na minha saúde mental. Comecei a meditar, o que foi muito bom para mim. É um tempo que tenho para me centralizar, para não ficar tão ansiosa, por exemplo. Também fiz cursos de atuação e de idiomas, comecei o inglês e espanhol. Procurei me manter ativa, até mesmo profissionalmente. Fiz um curta-metragem dirigido pelo meu cunhado chamado 'Em Casa', fiz uma áudiossérie chamada 'Tdvaificar...', iniciei um projeto de declamação de poemas e músicas chamado 'Mientras' com o Eduardo. Tentei me manter proativa.
Conta pra a gente uma coisa que ninguém sabe sobre você...
Eu amo às vezes tomar banho no escuro. Dá uma sensação de paz. Às vezes acendo algumas velas quando quero deixar o ambiente mais aconchegante também.
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As maiores qualidade que você admira em uma pessoa são...
A honestidade e a simplicidade.
Entraria em um reality show tipo 'BBB' ou 'A Fazenda'?
Não. Seria muita exposição para mim (risos). Mas acho uma experiência desafiadora, divertida e um ato de coragem para quem abraça. Deve ser um aprendizado grande lidar com pessoas desconhecidas em confinamento.
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Assiste ao 'BBB'? Pra quem vai sua torcida no 'BBB 21'?
Eu não acompanho o 'Big Brother Brasil', mas vejo algumas coisas quando aparece no meu feed do Instagram ou em notícias que chegam até mim. Não tenho uma torcida no momento. Quem sabe ao decorrer dessa edição eu tenha?