Padre Omar
Padre OmarWASHINGTON POSSATO
Por Padre Omar
A Virgem Maria é o grande exemplo de mulher orante. Quando o mundo ainda não a conhecia, quando era uma simples donzela, noiva de José, Maria rezava. Podemos imaginar a jovem de Nazaré, recolhida em silêncio, em diálogo contínuo com Deus, que em breve lhe teria confiado a sua missão.
Maria se encontra em oração quando o Arcanjo Gabriel vai levar o anúncio a Nazaré. O seu “sim”, pequeno e imenso, já tinha sido precedido por muitas obediências confiantes, por muita disponibilidade. Não há melhor maneira de rezar do que se colocar, como Maria, de coração aberto à vontade de Deus.
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É com a oração que Maria acompanha toda a vida de Jesus, até à morte e ressurreição; e no final continua e acompanha os primeiros passos da Igreja nascente.
A oração sabe acalmar a inquietação. Mas no mundo atual nós estamos sempre inquietos, queremos as coisas antes de pedirmos, e queremos imediatamente. Esta agitação nos fere, e a oração sabe transformá-la em disponibilidade. Quando estou inquieto rezo e a oração abre o meu coração, me tornando disponível aos desígnios de Deus.
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Na Virgem Maria, a natural intuição feminina é exaltada pela sua união singular com Deus na oração. Por este motivo, lendo o Evangelho, observamos que às vezes ela parece desaparecer, para depois reaparecer nos momentos cruciais: Maria está aberta à
voz de Deus que guia o seu coração, que orienta os seus passos para onde a sua presença é necessária.
Que bom se também nós pudéssemos nos assemelhar um pouco à nossa Mãe! Com o coração aberto à Palavra de Deus, com o coração silencioso e obediente. Amanhã, no Dia Internacional da Mulher, que Nossa Senhora abençoe e inspire todas as mulheres
para uma verdadeira experiência de oração.
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