Mais uma agência do fundo de previdência estadual será inaugurada - Divulgação
Mais uma agência do fundo de previdência estadual será inauguradaDivulgação
Por PALOMA SAVEDRA

Rio - Antes não exigida pelo estado, a prova de vida — mecanismo para maior controle dos benefícios — passará a ser cobrada de 256.772 aposentados e pensionistas a partir de junho. A informação é do presidente do Rioprevidência, Reges Moisés dos Santos. À Coluna, ele afirmou ainda que o procedimento ficará a cargo do banco que administra a folha de pagamentos do estado, que é o Bradesco.

E os inativos devem ficar atentos: o mês em que a pessoa terá de fazer a prova de vida será o mesmo do aniversário. Por exemplo, quem nasceu em junho quando começa o processo já terá que comparecer a uma agência do banco com a documentação.

Reges destacou que todos serão avisados com antecedência. E que, agora, os trabalhos se concentram em definir a operação com a instituição financeira. "Estamos fazendo reuniões e atuando para que comece em junho. E em abril e maio vamos intensificar a divulgação", disse.

O mecanismo vai ser semelhante ao que ocorre no Município do Rio: o inativo deverá comparecer a uma agência do banco indicado para, assim, comprovar que não houve óbito.

Isso vai levar ao controle maior do pagamento de benefícios previdenciários. "O procedimento é para realmente verificar se aposentados e pensionistas estão vivos, pois diferentemente do servidor ativo, no caso do inativo não temos como verificar. A prova de vida vai acabar com pagamentos indevidos", declarou Reges, acrescentando que há situações em que familiares usam o cartão de alguém que faleceu.

Parceria com o TJ-RJ

A prova de vida é mais uma ação entre outras que o Rioprevidência vem adotando para 'apertar' a fiscalização contra fraudes. A autarquia já fez um pente-fino em pensões de filhas maiores. "Há dois anos, eram 32 mil recebendo indevidamente. Hoje são 24 mil que recebem a pensão", contou Reges.

Ele ressaltou a parceria com o Tribunal de Justiça (TJ-RJ), para que os cartórios do Rio informem os registros de óbitos. Isso possibilita o combate a irregularidades. "É para pagar a quem tem direito e não pagar a quem não tem", finalizou.

Economia de R$ 1,733 bi
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As auditorias feitas desde 2012 na folha de pensões do estado resultaram em uma economia acumulada de R$ 1,733 bilhão até dezembro do ano passado. A informação foi divulgada pelo governo do Rio na última quinta-feira.
O pente-fino identifica os casos em que os benefícios são pagos indevidamente, e também confirma quando há o direito à pensão. Quando são encontradas irregularidades, o pagamento é suspenso. O processo de auditoria ocorre com direito à defesa ao aposentado e cumprimento de prazos.
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Este ano, a previsão de déficit orçamentário para a previdência estadual é de R$ 12 bilhões. E os gastos com aposentados e pensionistas devem consumir R$ 22,41 bilhões. Ano passado, o déficit previdenciário do estado foi de R$ 12 bilhões.
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