Inspetores penitenciários pedem medidas mais radicais no combate à Covid-19

Categoria quer bloquear entrega de materiais e comida de pessoas ligadas a apenados a fim de evitar contaminação

Por O Dia

Seap informou que dados do relatório da pasta não foram fornecidos pela área técnica
Seap informou que dados do relatório da pasta não foram fornecidos pela área técnica -
No sistema prisional do estado, as visitas aos apenados foram suspensas em decorrência da Covid-19. Entretanto, inspetores penitenciários vêm criticando a decisão da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) de permitir que familiares e pessoas ligadas aos presos levem materiais para higiene pessoal e comida.
A categoria acredita que, com isso, aumentam-se as chances de contaminação dos 5.100 inspetores e cerca de 400 servidores (entre médicos, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros) e, por consequência, dos apenados. O presidente do Sindicato do Servidores do Sistema Penal do Rio (SindSistema), Gutembergue de Oliveira, ressalta ainda que as bolsas e sacolas levadas do 'mundo exterior' também representam riscos.
Por isso, Oliveira defende o esclarecimento da população carcerária, em cada unidade, e o veto total à entrega de materiais e alimentos de fora. "Tem que blindar totalmente o sistema. Se o o vetor vem de fora, deve-se evitar, mesmo que indiretamente, o contato com esse vetor. Essa medida que permite a entrega de bolsas e sacolas potencializa a contaminação dos servidores e, consequentemente, da massa carcerária, com cerca de 52 mil presos", declarou.

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