União quer reduzir salários de servidores e setor público faz ofensiva no Parlamento

Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal enviou ofício endereçado ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ)

Por O Dia

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia -
Apesar de o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ter se comprometido com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, de o Parlamento não apresentar proposta de redução salarial de servidores, o governo federal prepara esse projeto. A princípio, a equipe econômica do governo Bolsonaro federal trabalha para cortar até 25% da remuneração de algumas carreiras - deixando de fora o pessoal da Saúde e salários menores - de todos os Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). 
Diante de mais essa expectativa, representantes do setor público já se articulam para barrar o avanço de uma proposta de emenda constitucional (PEC) do governo. A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) protocolou nesta quinta-feira um ofício endereçado a Rodrigo Maia pedindo que outras medidas sejam tomadas em vez do corte salarial, classificando a redução de vencimentos como um "confisco".
"Em vez de reduzir ainda mais os salários das servidoras e dos servidores públicos brasileiros, a maioria com salários congelados desde janeiro de 2017, tome medidas para revogar a Emenda Constitucional 95/2016 (teto de gastos), taxe as grandes fortunas e o lucro fácil dos que especulam com a crise", escreveu a Condsef, em documento assinado pelo secretário-geral da entidade, Sérgio Ronaldo da Silva. 
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