União cobra do Rio medidas de ajuste e governador anuncia revisão de incentivos fiscais

Mesma medida já foi divulgada em outras ocasiões, mas equipe econômica do governo federal avalia que governo estadual não cortou despesas e não elevou receitas como esperado no Plano de Recuperação Fiscal

Por PALOMA SAVEDRA

Cláudio Castro falou com a imprensa, em Brasília, após a agenda
Cláudio Castro falou com a imprensa, em Brasília, após a agenda -
Em mais uma ida a Brasília para negociar com a equipe econômica do governo federal a renovação do Regime de Recuperação Fiscal por mais três anos, o governador em exercício Cláudio Castro firmou um compromisso. Ele se reuniu nessa segunda-feira com o secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, e prometeu mais medidas de ajuste. Entre elas, a análise de todos os incentivos fiscais concedidos pelo estado.
Essa iniciativa, na verdade, consta do plano de recuperação apresentado em setembro de 2017 pelo governo fluminense à União, e que foi homologado pela Presidência da República à época. No entanto, o Conselho de Supervisão da recuperação fiscal vem apontando que o Rio não fez os ajustes prometidos. 
O Estado do Rio, por sua vez, anunciou algumas vezes revisão de incentivos fiscais. Mas integrantes do conselho consideram "pífio" o trabalho do governo nessa frente. O posicionamento dos conselheiros, inclusive, tem levado o Ministério da Economia

"Pedi uma avaliação de todos os incentivos fiscais e faremos uma análise do que vai ser cassado e do que vai ser mantido, até porque muitos desses incentivos tinham metas. É óbvio que, com a pandemia, não nos interessa quebrar nenhuma empresa. Temos que olhar com muito critério e calma e tomar as decisões. Tudo com base técnica e coerência", afirmou Cláudio Castro após o encontro. 
O governador interino elogiou ainda o diálogo com o conselho: "Sempre deixando claro que o que é de interesse da população vai ser defendido com unhas e dentes", acrescentou.

Por enquanto, o Rio conseguiu ganhar tempo e terá de quatro a seis meses de vigência do regime, até que a União bata o martelo sobre a prorrogação definitiva. 
"Estamos nesse processo de negociação. É assim mesmo. Creio que teremos um final feliz porque não interessa a ninguém quebrar o Rio. Interessa ao Rio ter mais tempo para que esse processo seja exitoso ao final".
Na semana passada, Castro esteve com o ministro da Economia, Paulo Guedes, em agenda oficial. E também se reuniu com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Agora, ele conversará com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AM).

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