Frente de mobilização irá a Brasília pedir que o STF adie julgamento sobre royalties
Deputados estaduais e federais, universidades e outros setores da sociedade fluminense alertam para risco de perdas bilionárias pelo Estado do Rio se houver nova regra de divisão dos recursos
Mandado de segurança foi impetrado na Corte contra reforma devido à falta de transparência dos dados Divulgação/STF
Por O Dia
No movimento iniciado nesta segunda-feira pela Assembleia Legislativa (Alerj), todos se uniram em prol dos royalties do Rio: governo fluminense, prefeitos, deputados federais e estaduais, universidades, Firjan e outros. Em uma 'Frente de Mobilização em Defesa do Rio', eles irão a Brasília na próxima semana pedir que o Supremo Tribunal Federal retire da pauta de 3 de dezembro a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4917) do Estado do Rio, que questiona as novas regras de distribuição dos recursos provenientes de royalties e participações especiais do petróleo.
"Sabemos dos gravíssimos impactos dessa situação para o estado. E tão importante quanto os impactos, é a nossa atuação conjunta. Precisamos nos unir, primeiro pela retirada da ação da pauta do STF, e depois para fazemos um entendimento com o Congresso e com o governo federal para reverter os prejuízos do Rio", declarou o presidente da Alerj, André Ceciliano (PT).
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Ele sugeriu, como solução, "modificar a lei que retirou os royalties do estado, onde são prospectados 80% da produção do petróleo".
Governador em exercício, Cláudio Castro também participou da reunião. E ressaltou que, além de o Rio sofrer esse risco (caso o Supremo valide a lei que altera a distribuição), já perde, atualmente, muitos recursos financeiros pelo pacto federativo.
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"Por exemplo, o Rio repassou R$ 170 bilhões em impostos arrecadados para a União repartir com os outros estados e só recebeu de volta R$ 20 bilhões. O estado manda de lucro líquido para a União cerca de R$ 150 bilhões por ano", disse Castro.
O procurador-geral do Estado, Bruno Dubeux, também presente na reunião, afirmou que essa ação é considerada prioritária pela PGE-RJ. Dubeux explicou que, da última vez que esse processo entrou na pauta do Supremo e saiu, foi criado um grupo de trabalho com os estados produtores e não produtores. Tudo para para se chegar a um consenso.
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"Em meados de abril, o Espirito Santo apresentou uma proposta. E essa proposta apresentava basicamente um marco temporal para que as novas regras pudessem passar a valer. A PGE do Rio se manifestou em juízo no sentido de que a proposta do estado seria a data em que o STF homologasse o acordo entre os estados, preservando todos os contratos em vigor", ressaltou.